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AGU volta atrás e pede que STF declare lei das bets inconstitucional

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou seu entendimento e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (2), que declare a inconstitucionalidade das leis que regulamentaram as bets no Brasil. A guinada jurídica está alinhada com a edição da Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a oferta, exploração e publicidade das apostas em território nacional.

A manifestação foi protocolada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7749, movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e relatada pelo ministro Luiz Fux. O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a avaliação do mercado regulado de bets mostrou que “o ‘dragão’ era indomável”.

Em outubro de 2024, ao prestar informações no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7721, movida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a AGU defendeu a validade da legislação. A tese da União era de que seria necessário monitorar os efeitos concretos das regras administrativas por um período razoável antes de declarar a invalidade da lei. 

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