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alíquotas ameaçam elevar preços e contrabando

O governo enviou ao Congresso a MP que estabelece as alíquotas e as regras de aplicação do Imposto Seletivo (IS), que passará a ser cobrado a partir de 2 de fevereiro de 2027 na venda de produtos como cigarros, bebidas e veículos. Tributaristas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que a taxação será maior do que a indústria esperava e poderá pressionar os preços ao consumidor. O Ministério da Fazenda, por sua vez, sustenta que a medida não elevará a carga tributária global.

Como o tributo não gera créditos tributários ao longo da cadeia, seu custo tende a ser incorporado ao preço dos produtos. O percentual efetivamente repassado ao consumidor, porém, dependerá das condições de mercado e da capacidade das empresas de absorver parte do encargo.

O IS tem caráter extrafiscal: além de arrecadar, pretende desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O tributo incide sobre categorias específicas de bens e serviços, como aeronaves, veículos, bebidas açucaradas, cigarros e bebidas alcoólicas. É daí que vem o apelido “imposto do pecado”.

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