terça-feira, agosto 11, 2026
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BC avalia integração internacional do Pix em meio à tensão com os EUA

O Banco Central (BC) avalia interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países. Segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado nesta segunda-feira (10), a integração poderia reduzir tarifas e acelerar remessas e compras internacionais.

A menção ocorre em meio às tensões com os Estados Unidos, que incluíram o Pix entre as práticas comerciais brasileiras questionadas. No relatório que recomendou a sobretaxa de 25% posteriormente aplicada ao Brasil, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirmou que o Banco Central acumula os papéis de regulador do sistema financeiro e de proprietário e operador do Pix. Segundo o órgão, essa estrutura favoreceria o sistema brasileiro em prejuízo de prestadores americanos de serviços de pagamento eletrônico.

A obrigatoriedade de adoção do sistema pelos bancos é um dos pontos discutidos. Os dados ajudam a entender o tamanho do incômodo: o Pix atingiu a marca de R$ 35 trilhões em transações. O montante equivale a aproximadamente US$ 6,3 trilhões na cotação média do dólar em 2025. Se fosse tratado como o PIB de um país, ocuparia a terceira posição mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e da China e cerca de 25% acima da economia alemã.

Leia a íntegra do relatório.