Uma guerra na Justiça já invadiu a campanha presidencial, antes mesmo de ela começar oficialmente. Isso mostra que a eleição deste ano será disputada não apenas nas urnas, mas também nos tribunais.
O que mais surpreende é que essa batalha envolve também o próprio Judiciário, que em tese deveria ser uma instância neutra, preocupada apenas em garantir o equilíbrio do pleito.
Como já virou rotina, o Supremo se tornou parte da discussão. Candidatos de direita perceberam o desgaste da corte e não têm economizado nas tintas. Neste quesito, Romeu Zema, do Novo, tem se destacado, com ataques pesados contra ministros em vídeos feitos com inteligência artificial.
Gilmar Mendes, um dos atacados, mordeu a isca e pediu que Zema seja investigado no inquérito das fake news.
Outros candidatos, como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Aldo Rebelo também já colocaram a reforma do Judiciário em seus planos de governo. Até o PT, percebendo pra onde o vento sopra, também passou a defender mudanças no funcionamento da corte, mas sem a agressividade dos opositores.
Numa eleição que será marcada pela inteligência artificial e pelos cortes nas redes sociais, os candidatos têm recorrido à campanha negativa contra os opositores. E por causa disso, tome ações na Justiça Eleitoral.
Nesta semana, a equipe de Lula entrou com pedido para que um vídeo de Flavio Bolsonaro seja retirado do ar, porque associava o presidente a corrupção e a enriquecimento ilícito.
Mas o PT tem adotado a mesma estratégia para desconstruir o senador, lembrando em vídeos que ele é filho de Jair Bolsonaro e que tem uma lista grande de escândalos e suspeitas no currículo. Ex-ministro da Fazenda e candidato em São Paulo, referiu-se a Flavio como “Bolsonarinho”, para tentar grudar nele uma parte da rejeição do pai.
É só o começo. Vamos lembrar que oficialmente eles nem candidatos são, mas ainda pré-candidatos. Quando a campanha começar para valer, depois das convenções de julho, podemos esperar uma enxurrada de tiro, porrada e bomba.
E nesse contexto, é importante ficar atento a como vai se comportar o Tribunal Superior Eleitoral. Nas últimas campanhas, a corte adotou linha dura contra fake news e peças agressivas. Mas agora o comando será outro, de dois ministros indicados por Bolsonaro: Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.
Há uma expectativa de que a corte agora possa ser mais leniente com alguns comportamentos, em nome da liberdade de expressão.
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Autor: Folha








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