O técnico Carlo Ancelotti tem várias opções para substituir Lucas Paquetá no jogo deste domingo (5) contra a Noruega.
Uma delas é manter o tripé no meio-campo com a entrada de Danilo Santos ou Éderson, junto com Casemiro e Bruno Guimarães. Outra, utilizada no segundo tempo da partida contra o Japão, é escalar Endrick como centroavante e recuar Matheus Cunha para armar e marcar pela esquerda.
Uma terceira opção é Gabriel Martinelli, que pode fazer a função de Paquetá ou ser um ponta-esquerda que ataca e defende e ainda jogar mais centralizado, como atuou contra o Japão, quando entrou no lugar de Matheus Cunha.
Uma das qualidades de Ancelotti é não seguir os chavões, as formas pré-estabelecidas. Ele sabe o momento de decidir, mesmo se der errado, pois há inúmeros outros fatores importantes em um jogo.
A Noruega joga com quatro defensores, dois meio-campistas, um ótimo meia de ligação livre (Odegaard), dois pontas e um centroavante.
O grandalhão Sorloth, um centroavante improvisado pela direita, tem muitas dificuldades para atacar e defender, o que pode facilitar as jogadas de Vinicius Junior pela esquerda. Por outro lado, ele, como Halland, é muito forte nas jogadas aéreas. Não será surpresa se o técnico colocar o jovem Bob, rápido e driblador, para atuar pela direita e ajudar o lateral na marcação de Vini.
No imaginário dos brasileiros, a Noruega é um time de grandalhões, cinturas duras, sem habilidades e que só sabem jogar pelo alto. Não é mais assim.
A geração atual tem excelentes jogadores do meio para a frente.
Os noruegueses admiram o futebol brasileiro e eu invejo a Noruega, por ser um país com altíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O Brasil está na 84ª posição no ranking mundial. A Noruega possui índices baixíssimos de criminalidade e corrupção, níveis altíssimos de educação e presença de saneamento básico em todas as residências.
O Brasil e a Noruega devem jogar debaixo de um altíssimo calor, o que é pior para os noruegueses. A parada para hidratação é necessária, mas existe uma grande discussão se ela deveria estar sempre presente na Copa, pois muitos jogos ocorrem em estádios climatizados ou com tetos de proteção contra o calor.
A Fifa diz que a pausa foi criada para proteger os jogadores e o futebol, mas é difícil acreditar vendo as imensas quantias arrecadadas pela entidade, vindas principalmente das bets. A jogatina ocasiona problemas para a saúde física, mental e financeira, com aumento do número de endividados.
Se o Brasil ganhar da Noruega, o que é o mais provável, vai enfrentar a Inglaterra ou o México. Os ingleses possuem melhores jogadores, mas o México, em casa, se agiganta. Se México e Brasil vencerem, o jogo será nos EUA.
A Argentina, em mais um jogo inesquecível do Mundial, onde estiveram próximos o desespero e o êxtase, ganhou de Cabo Verde na prorrogação e irá enfrentar o Egito, que eliminou a Austrália.
Messi, novamente, foi decisivo, com magistral gol e dois escanteios batidos com precisão nos outros dois gols. Cabo Verde encantou o mundo com sua simpatia e ótimas atuações, coletivas e individuais. Todos os que não são argentinos ou que não são apaixonados pela Argentina torceram pelo excelente goleiro Vozinha e pelo time africano.
Os jogos da Copa estão emocionantes, muito bem jogados, intensos, com aumento do número gols, muitos nos últimos minutos. Em instantes, tudo muda.
O futebol é um sopro.
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Autor: Folha








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