Com a vitória por 2 a 0 sobre a França nesta terça-feira (14), a Espanha mantém até aqui a menor média de gols sofridos de sua história em Copas do Mundo, com apenas um tento cedido em sete partidas (0,14 gol por jogo).
O segundo melhor desempenho defensivo é da campanha campeã em 2010, que teve a zaga vazada apenas duas vezes também em sete confrontos (média de 0,29 gol por jogo).Nesta edição, apenas o atacante Charles de Ketelaere, da Bélgica, foi capaz de furar a defesa formada por Laporte, Cubarsí, Cucurella e Pedro Porro (ou Marcos Llorente) e encher a rede de Unai Simón, no jogo válido pelas quartas de final vencido pelos finalistas por 2 a 1.
No confronto, o goleiro ampliou seu recorde de tempo sem tomar gols em Mundiais, chegando a 650 minutos seguidos, após ter superado a marca do italiano Walter Zenga (517 minutos) na partida anterior, a vitória por 3 a 0 sobre a Áustria pela fase de 32 seleções.
A seleção espanhola sofreu menos de um gol por partida em apenas cinco das 17 participações do país em Mundiais: em 1978 (dois gols em três jogos), 1986 (quatro gols em cinco jogos), 2010 (dois gols em sete jogos) e em 2022 (três gols em quatro jogos), além de 2026.
O pior desempenho da zaga, percentualmente, foi na edição seguinte à da conquista do primeiro título.
Em 2014, no Brasil, a Espanha teve uma média de 2,3 gols sofridos por partida e acabou eliminada ainda na fase de grupos após derrotas para a Holanda (5 a 1) e para o Chile (2 a 0) —a vitória por 3 a 0 sobre a Austrália na última rodada foi insuficiente para a classificação.
A campanha de 1950, em que a seleção espanhola terminou na quarta posição, também foi bastante vazada: 12 gols em seis jogos. Onze aconteceram na fase final, o quadrangular com participações de Brasil, Suécia e Uruguai, que se consagraria campeão no estádio do Maracanã. Só da seleção brasileira foram seis gols sofridos —os suecos marcaram três vezes e os uruguaios, duas.
Foi naquela edição que a Espanha mais vezes entrou em campo (seis), sem contar a de 2010 e a atual. Nas demais, disputou no máximo cinco jogos, o que aconteceu em 1982, 1986, 1994 e 2002.
Se tomar mais de um gol na decisão do próximo domingo (19), a relação de tentos por partida desta Copa superará a da campanha de 16 anos atrás (seriam três ou mais gols em oito jogos, uma média de 0,37 para cima).
Na história, as três seleções que chegaram à final com apenas um gol tomado durante a campanha e acabaram campeãs foram vazadas no confronto pelo título.
Em 1930, o Uruguai bateu a Argentina por 4 a 2, mesmo placar pelo qual a Inglaterra superou a Alemanha Ocidental, em 1966. A mais recente das três foi a Itália, em 2006, que empatou em 1 a 1 com a França e conquistou o tetracampeonato nos pênaltis.
Antes de pensar em bater recordes, o objetivo dos espanhóis ao entrar em campo contra Inglaterra ou Argentina será vencer e buscar o segundo título mundial. Mas um ótimo caminho para isso pode passar por sua solidez defensiva.
Autor: Folha








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