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Copa: Torcida argentina na final previu e viveu seu drama – 19/07/2026 – Esporte

Eles já estão habituados ao drama e, mais uma vez, mergulharam nele. Agora, porém, sem um bom desfecho.

A torcida argentina presente no estádio MetLife, em Nova Jersey, para a final da Copa do Mundo contra a Espanha neste domingo (19) calculou que sofreria. Mas nem tanto.

Os alvicelestes eram maioria no estádio vizinho a Nova York e também os mais sonoros, e viveram tensos desde o início da partida, dado que na maioria do tempo a posse de bola e a chance de gols estiveram com os espanhóis.

Olívia, 9, veio aos Estados Unidos para assistir à final da Copa não pelo futebol, mas por Lionel Messi. Com uma bandeira do país pintada na bochecha e a outra hasteada em mãos, e acompanhada do pai, Federico García, 45, a pequena portenha (nascida em Buenos Aires) viveu a experiência, mas não o sabor da vitória.

“Nós, argentinos, gostamos de sofrer. Nascemos para sofrer, mas vamos dar a volta por cima, temos Messi”, dizia García durante o intervalo após o primeiro tempo na fila para comprar cachorro-quente, tentando animar a filha, sem imaginar o gol da Espanha que viria na prorrogação.

A família já estava “de coração partido” —ainda que nascidos em Buenos Aires, vivem hoje em Madri, na Espanha, e tiveram de ver em campo a disputa entre sua terra natal e a terra que escolheram adotar como sua. A Espanha, porém, não tinha Messi, a estrela de Olívia.

Por óbvio, o artilheiro era a fonte de expectativa de todos. Pela liderança que exerce na seleção, por seu desempenho no Mundial e também pelo fato de esta possivelmente ser sua última Copa.

Não havia pessimismo, porém, sobre sua saída do time. “Já tivemos a última Copa de Maradona, de muitos, e a Argentina sempre desabrocha de novo”, comentava Leonardo Strangis, 48, também portenho, no começo da partida. O empresário está no país desde o começo da Copa acompanhado das filhas.

“Não podemos tirar o mérito dele [Messi], mas tampouco dar a ele todos os créditos. Sozinho ele não ganharia nada.”

Durante o último dia 15, quando liderada por Messi a seleção argentina comandou uma virada sobre a Inglaterra e se classificou para a final, argentinos começaram a chegar a Nova York para a partida deste domingo mesmo não tendo ingresso.

Reuniram-se em bares e na Times Square com a expectativa de pintar a cidade cartão-postal dos EUA de alviceleste e celebrar a quarta vitória em uma Copa do Mundo. Não foi desta vez.

Autor: Folha

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