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Eisenbahn reinaugura bar com quitute de Henrique Fogaça – 22/10/2026 – Copo Cheio

Com a principal Oktoberfest do país ainda em andamento, Blumenau ganhou um importante reforço cervejeiro nesta semana —ou, na verdade, recuperou. Na terça-feira (20), depois de seis anos desativado, foi reinaugurado o bar da Eisenbahn, agora com o nome EisenHaus —antes, era Bar Estação Eisenbahn.

Para quem não é da cidade catarinense e conhece o rótulo —que pertence ao portfólio do grupo Heineken— apenas das gôndolas do mercado, pode parecer uma notícia trivial. No entanto, na dita capital nacional da cerveja, significa.

Tanto que uma frase criada por algum marqueteiro espertinho e repetida algumas vezes na festa de reinauguração era: “Tem cerveja que vem para a festa, e tem cerveja que é de casa”. A sentença é um tapa com luva de adamantium na Ambev. Afinal, o grupo concorrente ganhou a licitação para ter a cerveja principal da Oktoberfest blumenauense (com a Spaten), tomando justamente o lugar que foi ocupado por vários anos pela caseira Eisenbahn.

A nova EisenHaus, como a antiga Estação, fica na frente da primeira fábrica da cervejaria, que nasceu em 2002 pelas mãos dos irmãos Juliano e Bruno Mendes e pode ser vista do salão principal —e deve abrir visitação aos clientes a partir do ano que vem.

Desde cedo, era possível perceber que a marca tinha suas ambições já que a capacidade inicial era para 12 mil litros por mês. Em 2004, essa produção já era de 110 mil litros por mês —nada mal para uma marca artesanal antes do boom cervejeiro no país.

“A gente abriu de cara com a pilsen, a dunkel e a pale ale. E logo depois, ainda no primeiro ano, veio a weizenbier”, afirma Juliano, que também foi um dos criadores do tradicional Festival Brasileiro da Cerveja.

O fundador, que continua ligado à marca como uma espécie de embaixador/consultor, diverte-se ao relembrar da criação da pale ale, “fruto de um erro”, diz. “No primeiro lote que a gente fez, na hora de fermentar, o tanque congelou (por causa de um sensor que estragou)”, conta.

“E quando congela a cerveja, congela a água. O que saiu depois estava mais concentrado, em sabor, em álcool, em tudo… e ficou uma delícia. Aí fizemos o segundo lote e achamos que a errada ficou melhor. Então aumentamos a quantidade de lúpulo e malte para ficar como a primeira.”

Hoje, a capacidade de 130 mil litros por mês é considerada pequena de acordo com o tamanho da marca e serve mais para alimentar as torneiras do novo bar e de outros na região —a maior fábrica de envase da Eisenbahn fica em Itu, no interior de São Paulo.

A marca trabalha com cinco rótulos: pilsen, IPA, pale ale, weizenbier e unfiltered (pilsen não filtrada). Outros podem voltar em períodos sazonais, como já aconteceu com a pioneira dunkel.

Para acompanhar as cervejas, a EisenHaus oferece 17 versões de petiscos, mas o destaque vai para os tacos de costela com cheddar, criação exclusiva do “masterchef” Henrique Fogaça (também embaixador da marca) para o bar. A receita leva ainda avocado, sour cream, jalapeño e broto de coentro (R$ 99).

“Mais do que retomar um espaço, estamos reafirmando um legado construído ao longo de mais de duas décadas e convidando moradores e visitantes a vivenciarem de perto a essência da Eisenbahn”, comenta Giovanna Abreu, gerente sênior de marketing.

EisenHaus

R. Bahia, 5.181, Salto Weissbach, Blumenau (SC). Seg. a dom.: 10h às 23h, @aeisen.haus

O jornalista viajou a Blumenau a convite da Eisenbahn


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Autor: Folha

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