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EUA dizem que ataques destruíram 90% da força militar do Irã

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), disse nesta quinta-feira (14), em audiência no Senado americano, que os ataques dos EUA contra o Irã degradaram severamente a capacidade militar do regime islâmico e destruíram cerca de 90% de sua base industrial de defesa.

Segundo Cooper, que comanda as operações militares americanas no Oriente Médio, o Irã já não representa para os Estados Unidos e seus aliados regionais o mesmo nível de ameaça que apresentava antes do início da ofensiva.

Cooper disse aos senadores que Teerã mantém hoje uma capacidade de ataque “muito moderada, se não pequena”, embora ainda conserve meios para ameaçar países vizinhos e o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica alvo de impasse neste momento.

O chefe do Centcom evitou detalhar quantos mísseis, drones e embarcações militares o Irã ainda possui, alegando que essas informações são sigilosas. Ainda assim, afirmou que os Estados Unidos estão preparados para responder caso Teerã volte a atacar.

Relatórios de inteligência americana citados por diferentes veículos indicam que o Irã ainda conserva parte relevante de suas capacidades em mísseis, drones e pequenas embarcações. Esses meios têm permitido ao regime manter pressão sobre países da região e sobre a navegação no Golfo Pérsico.

Mesmo assim, Cooper afirmou que os ataques americanos atingiram todos os objetivos militares definidos pelo Pentágono.

“De uma perspectiva militar, degradamos significativamente suas capacidades de drones, mísseis e navais. Fraturamos seu comando e controle. Eliminamos a grande preponderância de seu programa espacial”, disse o almirante.

O chefe militar também afirmou que os bombardeios enfraqueceram a capacidade do Irã de abastecer seus principais aliados no Oriente Médio. Segundo Cooper, as rotas usadas por Teerã para transferir armas e recursos ao Hezbollah, no Líbano, aos houthis, no Iêmen, e ao Hamas, na Faixa de Gaza, foram interrompidas.

A avaliação do Centcom ocorre em meio ao cessar-fogo frágil entre Estados Unidos, Israel e Irã. Durante a audiência, Cooper evitou responder a perguntas sobre como os Estados Unidos pretendem reabrir completamente o Estreito de Ormuz, garantir o controle sobre os estoques de urânio altamente enriquecido do Irã ou encerrar o conflito nos termos desejados por Washington.

Autor: Gazeta do Povo

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