
O ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro afirmou nesta terça-feira (1º) que, antes de deixar o cargo, denunciou seu sucessor, Abelardo de la Espriella, no Tribunal Penal Internacional (TPI) por perseguição política, um crime que afirmou ser “contra a humanidade”.
“Devo advertir Abelardo (De la Espriella) que, antes de deixar de ser presidente, deixei uma denúncia contra ele pela perseguição contra um grupo civil com identidade política, crime de lesa-humanidade”, escreveu o ex-governante no X.
Petro, que deixou o poder no último dia 7, quando De la Espriella assumiu, acrescentou que sob seus direitos de quando ainda era presidente “e sob a lei colombiana que é o Estatuto de Roma, a denúncia foi interposta no TPI”.
O TPI, com sede em Haia, na Holanda, é o tribunal internacional encarregado de investigar e julgar pessoas acusadas de cometer genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e o crime de agressão.
A Colômbia assinou o Estatuto de Roma em 2002, motivo pelo qual o órgão tem jurisdição sobre esses crimes quando são cumpridas as condições previstas no tratado.
“Assassinaram os companheiros James Flor e María Ovidia Palechor, líderes sociais do campesinato e comunitários em Cajibío (Cauca). Ambos amigos pessoais meus e militantes do Pacto Histórico”, declarou Petro.
Segundo os primeiros dados apurados sobre os fatos, vários indivíduos armados invadiram uma residência que este casal compartilhava em La Pedregosa, no município de Cajibío, e dispararam de forma indiscriminada contra os dois líderes sociais.
Autor: Gazeta do Povo








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