Doze funcionários de um hospital holandês que tratavam um paciente que estava no cruzeiro MV Hondius e teve diagnóstico confirmado para hantavírus foram colocados em quarentena nesta segunda-feira (11) após a constatação de que procedimentos médicos não foram seguidos corretamente.
De acordo com o Hospital Universitário Radboud, localizado em Nijmegen, no leste da Holanda, houve falhas durante a coleta de sangue e no descarte da urina do paciente.
“Devido a essas circunstâncias, os funcionários ficarão em quarentena por seis semanas como medida de precaução, embora o risco de infecção seja baixo”, disse o hospital, em um comunicado.
O caso acompanhado pelo hospital é o do médico do navio, que apresentou sintomas em 30 de abril. Ele foi retirado da embarcação durante uma escala próxima a Cabo Verde e transferido para a Holanda, onde permaneceu em estado estável enquanto recebia tratamento em isolamento.
Um teste realizado em 6 de maio confirmou a presença da cepa andina do hantavírus.
Balanço mais recente divulgado pela OMS aponta sete casos confirmados de hantavírus entre os passageiros do navio. Três pessoas morreram.
O desembarque dos passageiros terminou nesta segunda-feira, de acordo com a ministra da Saúde da Espanha, Monica Garcia.
Segundo ela, 94 pessoas foram retiradas no domingo e transportadas em oito voos. Nesta segunda, outros dois voos partiram em direção à Holanda: um deles com 21 tripulantes e dois médicos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e outro com seis pessoas que seguirão posterioramente para a Austrália.
A OMS recomendou a adoção de uma quarentena de 42 dias para todos os passageiros do navio a partir deste domingo, afirmou Maria Van Kerkhove, diretora de gestão de epidemias e pandemias da organização, em entrevista coletiva.
O cruzeiro saiu em 1º de abril da Argentina, com 149 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades.O vírus foi detectado em 2 de maio, 21 dias após a morte do primeiro passageiro.
O hantavírus geralmente é transmitido por roedores, mas em casos raros (cepa Andes) pode ser transmitido de pessoa para pessoa. A principal forma de transmissão se dá pelo contato com urina, fezes e saliva com roedores silvestres, conhecidos como ratos do mato.
A infecção ocorre principalmente quando uma pessoa inala aerossóis contaminados, como ao varrer locais onde esses roedores viveram. Ratos urbanos comuns, como ratazanas e camundongos, estão mais associados à leptospirose do que ao hantavírus.
Com AFP
Autor: Folha








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