quarta-feira, julho 8, 2026
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Pinhais

Jornal colaborativo na escola

Em uma sociedade marcada pela rápida circulação de informações, ensinar os estudantes a ler, interpretar e produzir textos com responsabilidade tornou-se um dos grandes desafios da educação contemporânea. Notícias, opiniões e conteúdos compartilhados nas redes sociais fazem parte do cotidiano dos jovens, que precisam desenvolver competências para distinguir fatos de interpretações, analisar a confiabilidade das fontes e posicionar-se de forma crítica diante dos acontecimentos.

Não por acaso, a UNESCO defende o fortalecimento do letramento midiático e informacional como estratégia essencial para enfrentar a desinformação e promover a participação crítica na sociedade digital e, em seu Guia para a IA generativa na educação e na pesquisa (2024), apresenta orientações para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial na educação, reforçando a necessidade de preservar a autoria humana, desenvolver o pensamento crítico e utilizar essas tecnologias de maneira consciente.

Esse cenário torna ainda mais relevante o desenvolvimento do letramento midiático na escola. Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2022, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), evidenciam que muitos jovens ainda apresentam dificuldades para compreender, interpretar, avaliar e refletir sobre informações presentes em diferentes tipos de texto, competências fundamentais para o exercício da cidadania e indispensáveis em uma sociedade marcada pelo excesso de informações e pela desinformação.

Em consonância com esse desafio, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a cultura digital como uma das competências gerais da Educação Básica, defendendo que os estudantes desenvolvam a capacidade de utilizar tecnologias digitais de forma crítica, ética, significativa e responsável. Soma-se a isso o avanço da Inteligência Artificial, que amplia as possibilidades de aprendizagem e produção do conhecimento, mas também reforça a necessidade de discutir autoria, confiabilidade das informações, transparência e uso consciente dessas tecnologias.