
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta quarta-feira (8) o governo socialista da Espanha e a defender a necessidade de os americanos anexarem a Groenlândia, um território dinamarquês.
O mandatário republicano fez os comentários durante a cúpula da Otan, que está sendo realizada em Ancara, na Turquia.
“A Espanha é uma causa perdida. Não queremos mais fazer negócios com a Espanha”, disse Trump, segundo informações da emissora americana CNN e da agência EFE. “A Espanha é uma parceira terrível na Otan. Eles não participam, não pagam. Não quero ter nada a ver com a Espanha.”
A Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, ordenou este ano o fechamento de seu espaço aéreo para voos dos EUA que participam da guerra no Irã e também não permitiu o uso de suas bases aéreas de Rota e Morón por aviões americanos. Em resposta, Trump ameaçou cortar o comércio com os espanhóis.
No ano passado, quando, após cobrança de Trump, os países da Otan concordaram em investir ao menos 5% do PIB em defesa até 2035, o único país da aliança militar que se recusou a se comprometer com a nova meta foi a Espanha, o que levou Trump a sugerir que o país ibérico fosse expulso da Otan.
Nesta quarta-feira, o governo da Espanha garantiu que recebeu com “tranquilidade e normalidade” os novos comentários de Trump. Fontes do Executivo espanhol alegaram à EFE que a Espanha mantém uma excelente relação social, cultural e econômica com os Estados Unidos e não tem intenção de que isso mude.
Sobre a Groenlândia, o presidente americano disse hoje que a ilha “é muito importante” para os Estados Unidos, mas “não é para a Dinamarca”.
“A Dinamarca foi derrotada em menos de um dia pelos nazistas, por Hitler. E quando isso aconteceu, eles imediatamente a transferiram [Groenlândia] para nós. Nós a tínhamos, e estávamos protegendo-a. Depois a devolvemos, não sei por que, e eu não teria feito isso”, acrescentou.
Alegando preocupações com a presença da China e da Rússia no Ártico, Trump chegou no início do ano a ameaçar sobretaxar países europeus que se opõem à sua ideia de anexar o território, mas voltou atrás ao anunciar que havia combinado com a Otan a “estrutura” de um acordo a respeito da Groenlândia, mas sem detalhar como seria esse compromisso.
Nesta quarta-feira, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que a Groenlândia “não está à venda” e fez referência ao Artigo 5º da Otan — que estabelece que um ataque a um país integrante da aliançar militar do Ocidente é também um ataque a todos os outros.
“Se algo acontecer a um de nós, todos devem apoiar uns aos outros”, disse a premiê. “Estamos prontos para defender cada centímetro da Otan, incluindo o nosso próprio território.”
Autor: Gazeta do Povo








.gif)












