
O prefeito socialista de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou nesta quarta-feira (14) um acordo com a Câmara Municipal para acabar com os tradicionais passeios de carruagem puxada por cavalos no Central Park, uma das principais atrações turísticas da cidade americana. A proposta prevê o fim da atividade em junho de 2028, mas ainda precisa ser aprovada pelos vereadores.
“A indústria das carruagens puxadas por cavalos está chegando ao fim em Nova York”, escreveu Mamdani em uma publicação em seu perfil no X.
O projeto será votado pela Câmara Municipal no próximo dia 22 de outubro e já conta com o apoio de 29 vereadores, número suficiente para garantir sua aprovação. Se a medida passar, a prefeitura deixará de emitir novas licenças para carruagens, e os passeios serão proibidos a partir de 1º de junho de 2028.
A decisão poderá encerrar uma tradição de mais de 150 anos em Nova York. Os passeios de carruagem fazem parte da paisagem do Central Park e são conhecidos por aparecerem em filmes e séries, além de atraírem turistas de diferentes países.
O acordo entre Mamdani e a presidente da Câmara Municipal, Julie Menin, ocorreu após uma série de acidentes envolvendo cavalos e carruagens no parque. Em junho deste ano, o turista indiano Romanch Mahajan, de 18 anos, morreu depois de cair de uma carruagem desgovernada durante um passeio com familiares. O caso aumentou a pressão de organizações de proteção animal pelo fim da atividade.
Mamdani já defendia a retirada das carruagens do Central Park antes de assumir a prefeitura. O político afirma que a medida busca proteger os animais e reduzir os riscos de acidentes com visitantes. A proposta, porém, enfrenta resistência dos trabalhadores que dependem dos passeios para sobreviver. O sindicato Transport Workers Union, que representa condutores de carruagens, criticou o acordo e afirmou que a proibição ameaça empregos e a renda de famílias de imigrantes.
O presidente do sindicato, John Samuelsen, acusou a Câmara Municipal de aproveitar a morte do turista para justificar a proibição. Segundo ele, o projeto não oferece compensações econômicas suficientes aos trabalhadores que perderão suas atividades.
Para tentar reduzir os impactos, a proposta determina que a prefeitura desenvolva um programa de recolocação profissional, com orientação de carreira, acesso a cursos e oportunidades de emprego para os condutores. O texto também prevê medidas para garantir que os cavalos sejam retirados da atividade de maneira adequada, sem que sejam vendidos para abate.
Autor: Gazeta do Povo








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