quinta-feira, outubro 15, 2026
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prazo para devolução termina hoje (14)

Bancos e instituições financeiras finalizam nesta quarta-feira (14) a devolução de R$ 1,325 bilhão a cerca de 26,5 milhões de brasileiros que possuíam saldo em sites de apostas. A medida cumpre a Medida Provisória 1.394/2026, que baniu a exploração e publicidade de bets de quota fixa no Brasil, forçando o encerramento das operações e a restituição obrigatória dos valores remanescentes aos clientes.

Como os apostadores recebem os valores que ficaram retidos nas plataformas?

O processo de devolução ocorre de forma automática para a maioria dos usuários. Entre os dias 9 e 14 de outubro, os bancos e instituições de pagamento utilizam os dados repassados pelas empresas de apostas para transferir o dinheiro. O depósito é feito preferencialmente na mesma conta bancária que o apostador usava para colocar dinheiro no site, desde que ela esteja ativa e no mesmo CPF. Por isso, a recomendação é que as pessoas confiram o extrato bancário diretamente, pois o crédito pode aparecer sem que seja necessário acessar o aplicativo da bet ou fazer qualquer novo pedido.

O que acontece se o dinheiro não cair na conta bancária até o fim do dia?

Caso ocorra algum problema técnico ou erro nos dados que impeça o banco de completar a transferência, o dinheiro não será perdido. Nessas situações, os recursos serão enviados para uma conta específica da Caixa Econômica Federal. A partir desta quarta-feira, a Caixa passa a ser a responsável oficial por intermediar o pagamento desses valores aos donos legítimos. O governo federal orienta que o cidadão que não identificar o crédito procure os canais oficiais de atendimento da Caixa ou consulte o portal Brasil sem Bets para entender os próximos passos e garantir o recebimento.

Qual é o perfil das contas e dos valores envolvidos nessa operação bilionária?

A operação é gigantesca porque muitos brasileiros possuíam cadastro em mais de um site simultaneamente. Um dado curioso é que a grande maioria das contas tinha quantias muito pequenas: cerca de 86,2 milhões de cadastros apresentavam saldos inferiores a um real, somando pouco mais de 15 milhões de reais. Por outro lado, o governo monitora de perto cerca de 40 CPFs que mantinham quantias muito elevadas nos sites. Esses casos específicos estão sob análise rigorosa para verificar se a origem do dinheiro é lícita ou se houve algum tipo de irregularidade financeira antes do bloqueio.