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Nova frente da guerra mina planos da Arábia Saudita

A abertura de uma nova frente da guerra no Oriente Médio, com a escalada dos confrontos entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, ameaça não apenas o comércio de petróleo pelo Mar Vermelho, mas também os planos de Riad de reduzir sua dependência do petróleo por meio da Visão 2030.

Lançado em 2016, o projeto saudita tem como estratégia a transformação econômica, social e tecnológica do reino, por meio de investimentos e fomento à construção de megaprojetos no país, a fim de tornar o Oriente Médio um destino seguro e atraente para o turismo – uma visão compartilhada com outros países da região, como Catar e Emirados Árabes Unidos.

Essa mudança de imagem, no entanto, esbarra em um vizinho com uma profunda crise política: o Iêmen. O país fronteiriço está dividido politicamente por conta de um conflito de mais de uma década entre os rebeldes houthis (xiitas apoiados pelo Irã) e o governo reconhecido internacionalmente (apoiado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita).

Na quinta-feira (6), pelo menos 35 soldados foram dados como mortos em ataques com mísseis e drones lançados pelos rebeldes xiitas contra forças governamentais nas províncias orientais de Hadramawt e Marib. Essa crise, que ganhou novos contornos com a guerra entre Irã e EUA, prejudica diretamente os planos visionários sauditas.