segunda-feira, setembro 28, 2026
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Pacote de medidas de Lula às vésperas da eleição custará bilhões

No último mês antes do primeiro turno das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, vem anunciando uma série de medidas com impacto fiscal, aumentando a pressão sobre o Orçamento deste ano e principalmente a partir de 2027.

Em pouco mais de uma semana, o governo reajustou o Bolsa Família em 15,04%, prorrogou o subsídio ao óleo diesel por mais 30 dias, criou uma nova etapa do programa Desenrola e proibiu as apostas esportivas online (bets), eliminando uma fonte bilionária de arrecadação. Também anunciou a intenção de incorporar medicamentos injetáveis para a obesidade ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A proximidade com o pleito de outubro leva à conclusão inevitável de uso eleitoral das ações, o que o governo nega. Segundo a equipe econômica, o reajuste do Bolsa Família, por exemplo, foi anunciado quando se percebeu haver “espaço fiscal” para fazê-lo.

O analista político Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos, explica que a adoção de medidas de apelo popular que priorizam o cálculo eleitoral em detrimento de critérios técnicos impõe riscos imediatos e de longo prazo.