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Padre Michael Sliney percorre Trilha de São Charbel no Líbano e atrai peregrinos

O padre Michael Sliney, dos Estados Unidos, está incentivando católicos americanos a percorrerem a Trilha de São Charbel, no Líbano. Após realizar a peregrinação de 130 quilômetros este mês, o sacerdote busca desmistificar a imagem de insegurança do país e fortalecer a conexão espiritual com as raízes maronitas, destacando o ambiente de paz e a hospitalidade encontrados nos mosteiros locais.

Como funciona a estrutura da Trilha de São Charbel?

A rota de peregrinação, conhecida localmente como Darb Mar Charbel, soma 130 quilômetros e está organizada em duas partes principais. A rota norte possui cerca de 80 quilômetros, ligando o Vale de Qadisha a locais históricos como a casa onde o santo nasceu. Já a rota sul tem 50 quilômetros e conecta a sede da Igreja Maronita em Bkerke ao túmulo de São Charbel em Annaya, passando pelo famoso Santuário de Nossa Senhora do Líbano em Harissa. O caminho atravessa vilarejos e montanhas que preservam séculos de tradição religiosa e belas paisagens naturais.

O que mais chamou a atenção do padre durante a caminhada?

Além dos cenários históricos, Michael Sliney ficou impressionado com o que chamou de continuidade da vida monástica. Ao visitar cavernas de oração que datam do século IV, ele sentiu como se estivesse em uma cápsula do tempo, onde a fé cristã é praticada da mesma forma há quase 1.700 anos. Ele destacou o fervor e a alegria dos monges e freiras que encontrou pelo caminho, além da hospitalidade do povo libanês. Para o padre, o Vale dos Santos é o lugar onde o coração de Deus bate mais forte, oferecendo um silêncio necessário para quem deseja ouvir a espiritualidade.

Qual é o principal objetivo da divulgação dessa trilha nos Estados Unidos?

O sacerdote deseja que os americanos, especialmente aqueles com ascendência libanesa, redescubram a beleza de sua herança e fé. Ele observa que muitas famílias que vivem no exterior acabam absorvidas pelo materialismo e pelo barulho do cotidiano moderno. A proposta da trilha é oferecer um ambiente de serenidade e simplicidade que ajude a reacender a chama religiosa. Para ele, a experiência de ver famílias numerosas reunidas e a generosidade de estranhos, como um monge que doa o próprio rosário, são lições valiosas que a cultura ocidental atual precisa aprender.