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Prisão de Milton Leite pressiona filhos e abre disputa em São Paulo

Durante quase três décadas na política paulistana, Milton Leite (União Brasil) construiu uma estrutura de poder que chegou a sete mandatos como vereador. Elegeu sucessores, ganhou espaço dentro do partido e se tornou um interlocutor de diferentes prefeitos e governadores.

A prisão do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo na reta final do primeiro turno — que ocorre no próximo dia 4 de outubro — coloca agora essa estrutura à prova. O impacto, porém, não se distribui da mesma maneira entre todos que estiveram próximos a Leite.

Enquanto os filhos chegam às vésperas da votação pressionados pela ligação direta com o pai, a disputa pelo espaço deixado por ele começa a movimentar a Câmara Municipal e o União Brasil paulista. Ao mesmo tempo, o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), procuram delimitar o caráter das relações que mantiveram com o ex-vereador.

Leite foi preso no último dia 18, após se apresentar à polícia, no âmbito da operação Vectura Corrupta. A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público, além de suspeitas de corrupção de agentes públicos e financiamento de campanhas eleitorais.