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Sem Palmeiras e São Paulo: Brasil de Ancelotti encara tabu – 19/05/2026 – Esporte

A Copa nem começou, e o técnico italiano Carlo Ancelotti terá que driblar um tabu para conquistar o título mundial.

Uma coincidência nas convocações une os cinco títulos mundiais do Brasil. Apenas dois times sempre estiverem presentes nas conquistas das Copas: Palmeiras e São Paulo.

Em 1958, o time do Morumbi foi representado por De Sordi, Mauro e Dino Sani. O alviverde contou com Mazolla.

Em 1962, Bellini e Jurandir eram do São Paulo, enquanto Djalma Santos, Zequinha e Vavá atuavam pelo Palmeiras.

Em 1970, mesmo deixando na reserva, o técnico Zagallo chamou os palmeirenses Emerson Leão e Baldocchi. Gerson, titular e dono da camisa 8, defendia o São Paulo.

Em 1994, os palmeirenses Mazinho e Zinho e os são-paulinos Cafu, Muller, Zetti e Leonardo foram listados pelo treinador Carlos Alberto Parreira para ir aos Estados Unidos.

Em 2002, a última vez em que os dois clubes tiveram representantes conjuntamente, o goleiro titular Marcos, do Palmeiras, e mais os reservas Rogério Ceni, Belletti e Kaká, pela equipe do Morumbi, levantaram o caneco.

Por outro lado, porém, ter jogadores destes dois clubes também não é 100% garantia de título. Em 1950, 54, 74, 78 e 86 o Brasil teve atletas de ambas as equipes, mas o melhor resultado que conseguiu foi o vice-campeonato, em 50.

Tetracampeões

Depois de Palmeiras e São Paulo, os clubes que estiveram presentes em quatro Copas que o Brasil foi campeão são: Corinthians, Flamengo e Fluminense.

Em 62, o Brasil, de Pelé e Garrincha, não contou com corintiano e flamenguista. Já o Flu não viu nenhum atleta seu ser campeão em 2002.

O Botafogo, clube que mais jogadores teve convocados para a seleção brasileira em Copas (48 agora com Danilo Santos), parabenizou de perto seus atletas em três oportunidades: 1958, 1962 e 1970. Nas duas primeiras, os titulares Nilton Santos, Didi e Garrincha. Em 62 ganhou o reforço ainda de Zagallo e Amarildo. No México, em 70, Paulo Cézar Cafu, Jairzinho e Roberto estavam presentes.

O Vasco, terceiro, com 41, na lista dos que cederam atletas para o Brasil (fica atrás do São Paulo), só esteve representado em duas conquistas: Bellini, Orlando e Vavá, em 1958, e Ricardo Rocha, em 1994.

BANGU ENTRE OS CAMPEÕES

Nesta lista tem ainda duas curiosidades. A Portuguesa, que está na Série D do Brasileiro, e o Bangu, que só vai jogar a quarta divisão do campeonato nacional em 2027, tem em suas histórias representantes campeões mundiais.

O clube paulista esteve representado em 1958 (Djalma Santos), 1962 (Jair da Costa) e 1970 (Zé Maria). O time carioca viu Zózimo levar o seu nome em 1958 e 1962. Naquelas décadas, tanto Lusa quanto Bangu brigavam por títulos estaduais.

Já dois campeões brasileiros nunca tiveram atletas em elencos campeões mundiais: Coritiba e Bahia. Mais do que isso: os dois nunca tiveram jogadores inscritos em Copas com a seleção nacional.

Por outro lado, clubes com pouca expressão nacional ou internacional já tiveram campeões mundiais como La Coruña, que hoje disputa a Segunda Divisão da Espanha e que em 1994 cedeu dois jogadores: Bebeto e Mauro Silva. O Bordeaux, que tem apenas seis títulos franceses (o último em 2009), teve Márcio Santos também nos Estados Unidos.

Os italianos Parma (2002) e Reggiana (1994) contaram com o lateral-esquerdo Júnior e o goleiro Taffarel, respectivamente. O atacante Denilson era do espanhol Betis, em 2002, e o zagueiro Ronaldão defendia o japonês Shimizu S-Pulse.

Autor: Folha

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