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Seminário de Corupá atrai visitantes com museu e gastronomia

A cerca de quatro quilômetros do centro de Corupá, no norte de Santa Catarina, um amplo conjunto histórico destaca-se entre morros e mata nativa. O Seminário Sagrado Coração de Jesus fica às margens do Rio Novo e reúne arquitetura, fé, gastronomia e natureza.

O local acolhe visitantes e convida a percorrer seus caminhos, jardins e construções centenárias, com a oferta de visitas guiadas com diferentes roteiros. Cada opção varia no tempo e nos ambientes explorados. Há percursos focados na arquitetura, na história e na integração com a natureza.

Algumas experiências incluem áreas pouco conhecidas, como antigas estruturas de apoio. Outra proposta simula um dia completo de rotina religiosa. O prédio histórico oferece serviço de pousada com 20 quartos e o hóspede por participar das atividades dos padres, como missas e horários de oração.

“O seminário desperta um sentimento de pertença, para o visitante e para o morador de Corupá. É um espaço único, histórico, de reflexão sobre o caminho da vida. Para os moradores não é o Seminário do Coração de Jesus, mas de Corupá”, afirma Joice Jablomski, historiadora do Museu do Seminário do Sagrado Coração de Jesus.

Restaurante serve pratos típicos alemães e cafeteria oferece tradicional rocambole de suspiros.
Restaurante serve pratos típicos alemães e cafeteria oferece tradicional rocambole de suspiros. (Foto: Filipe Natali/Seminário Corupá)

Gastronomia alemã mantém tradição e é outro atrativo no Seminário de Corupá

O edifício mais antigo do complexo, com tijolos aparentes e traços gótico-romanos, abriu as portas em 1932. O complexo nasceu como centro de formação religiosa e também abrigou um internato educacional. Na época o local era distrito de Joinville e se chamava Hansa Humboldt, em homenagem ao cientista alemão Alexander von Humboldt.

O nome Corupá foi adotado após a emancipação. O termo é tupi-guarani e significa caminho de pedras. O município faz divisa com Jaraguá do Sul e São Bento do Sul. O acesso principal ocorre pela rodovia BR-280, a partir de Joinville.

Jardins do espaço do Seminário de Corupá são abertos ao público e permitem momentos de descanso.Jardins do espaço são abertos ao público e permitem momentos de descanso. (Foto: Filipe Natali/Seminário de Corupá)

“Corupá é uma cidade que teve imigração europeia. No seminário, a cultura alemã é muito forte, porque a construção foi coordenada por sacerdotes alemães, o que despertou esse apelo à cultura e à culinária germânica”, relata Jablomski.

Aos domingos, o restaurante do seminário serve almoço típico alemão. Pratos como marreco recheado e joelho de porco são especialidades no bufê. No mesmo dia, uma cafeteria atende com vários tipos de cafés, quentes e gelados, e serve um famoso rocambole de suspiro.

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Jardins e capela reforçam simbolismo do seminário

A área externa do seminário de Corupá inclui dois jardins acessíveis ao público. O principal fica diante do prédio histórico. Arbustos desenham um labirinto sobre o gramado e uma imagem do Sagrado Coração de Jesus está no centro do cenário.

“O labirinto possui cinco caminhos, que fazem relação aos cinco continentes”, explica a historiadora. Já o jardim interno preserva a antiga fonte de água e fica próximo ao museu. Ambos funcionam como espaços de contemplação e convivência.

Visitantes podem circular livremente, descansar na grama e fazer piqueniques. O local impõe regras simples: não consumir álcool, evitar som alto e recolher o lixo. Durante a semana, o acesso ocorre das 7h às 18h. Nos fins de semana, os horários variam e são divulgados nas redes sociais do seminário.

Capela do complexo chama atenção pela pintura de Cristo Rei no teto.Capela do complexo chama atenção pela pintura de Cristo Rei no teto. (Foto: Filipe Natali/Seminário de Corupá)

A capela do complexo concentra grande parte das visitas. Inaugurada em 1956, segue o estilo greco-romano presente nas construções mais recentes. O destaque está na pintura de Cristo Rei, feita na abóbada sobre o altar principal. O autor foi o padre Antônio Echelmeyer, que trabalhou à noite, com pouca luz e sobre andaimes.

O espaço possui ainda dois altares laterais. A capela abre aos domingos, das 9h às 17h, com missa às 10h. Durante a semana, a entrada exige agendamento prévio.

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Museu mais antigo de SC preserva acervo e amplia visitação em Corupá

O museu do seminário de Corupá mantém o título de mais antigo em atividade em Santa Catarina. Fundado em 1933 por Luiz Gartner, o espaço começou com animais empalhados da região.

Hoje, reúne quatros exposições permanentes. A mostra de taxidermia apresenta cerca de mil exemplares. Há aves, mamíferos, peixes, répteis e anfíbios.

As técnicas aprendidas pelo fundador nos anos 1930 propiciam realismo às peças. Em outra ala, documentos e objetos contam a trajetória do seminário. Já uma terceira exposição destaca a vida de Luiz Gartner, que também atuou como enfermeiro, fotógrafo e artista e a última guarda objetos sacros. O museu abre aos domingos, sem necessidade de agendamento.

Eleito por voto popular como a principal “maravilha turística” do município em 2023, o seminário reforça sua relevância local. “A imponência e a diversidade cultural do seminário impulsionam o desenvolvimento do município”, afirma a secretária do Turismo, Esporte, Cultura e Lazer de Corupá, Glauce Araújo.

Autor: Gazeta do Povo

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