A Petrobras teve uma queda de 7,2% nos lucros no primeiro trimestre deste ano e somou R$ 32,6 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (11) pela estatal. O resultado, em relação ao mesmo período de 2025, ainda não reflete os impactos da disparada do petróleo causada pela guerra no Irã, já que o aumento das cotações internacionais deve aparecer apenas nos resultados do segundo trimestre.
Mesmo com a retração no lucro, a companhia confirmou a distribuição de R$ 9,3 bilhões em dividendos aos acionistas. O pagamento será feito em duas parcelas, previstas para agosto e setembro.
“Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026. Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor”, afirmou o diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo.
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A Petrobras informou que, sem os efeitos extraordinários da valorização do real frente ao dólar, o lucro teria sido de R$ 23,8 bilhões. O Ebitda, indicador que mede a geração operacional de caixa, ficou em R$ 61,7 bilhões, abaixo da expectativa do mercado financeiro.
No mesmo período, a estatal bateu recorde de produção com média de 3,2 milhões de barris de petróleo e gás por dia, alta de 16% na comparação anual. Apesar disso, a receita da empresa permaneceu praticamente estável em R$ 123,7 bilhões.
A companhia explicou que existe um intervalo entre o embarque do petróleo e o faturamento das cargas exportadas. Por isso, a alta recente do petróleo provocada pela crise no Oriente Médio ainda não impactou os resultados financeiros divulgados agora.
“Portanto, a elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026”, informou.
No primeiro trimestre, o barril do petróleo Brent teve média de US$ 80,6, mas após a guerra passou dos US$ 100 e chegou nesta segunda-feira (11) à faixa de US$ 104.
Por outro lado, a dívida bruta da Petrobras encerrou o trimestre em US$ 72,1 bilhões, alta de 2% em relação ao fim de 2025. Já os investimentos somaram US$ 5,1 bilhões, avanço de 25,6%, com foco concentrado na área de exploração e produção.
A estatal também ampliou em 6,4% a produção de combustíveis para reduzir importações e reforçar o abastecimento interno. A produção de diesel S-10 atingiu recorde de 512 mil barris por dia, enquanto o uso das refinarias chegou ao maior nível desde 2014.
Com o aumento da produção nacional, as importações de diesel caíram 26% no período. O combustível foi um dos mais afetados pela guerra no Oriente Médio, com alta superior a 90% nos preços internacionais em apenas seis semanas.
Para tentar reduzir os impactos ao consumidor, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou impostos federais e lançou programas de subsídio aos combustíveis. A Petrobras foi a primeira empresa a aderir às medidas.
Autor: Gazeta do Povo








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