quinta-feira, agosto 27, 2026
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Tese de Mendonça sobre deepfake segue critério que liberou vídeo de Tarcísio como Chucky

Ao julgar um vídeo que associa o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, propôs uma tese para definir quais conteúdos sintéticos gerados ou manipulados por inteligência artificial devem ser enquadrados como deepfake e submetidos ao regime mais rígido previsto pela Justiça Eleitoral. A decisão ocorreu nesta terça-feira (25).

O vídeo foi publicado por um usuário do Instagram no dia 11 de agosto. O ministro determinou a remoção do conteúdo, com o posterior envio dos dados do perfil pela Meta no prazo de 24 horas. Para o ministro, o conteúdo possui teor “fotorrealístico”, com potencial de fazer com que o usuário acredite se tratar de uma gravação legítima. Em linhas gerais, Mendonça propõe diferenciar o deepfake pelo seu grau de realismo.

Caso seja aprovada, a tese reforçará um entendimento já tomado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) na semana anterior, em um caso envolvendo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Um vídeo divulgado por parlamentares do PT funde a imagem do governador de São Paulo com a do personagem Chucky, do filme Brinquedo Assassino.

Inicialmente, a relatora, Domitila Mansur, havia entendido que as postagens extrapolavam os limites da crítica política legítima e votou pela derrubada. O que redefiniu o entendimento na direção do que Mendonça agora quer fixar como tese foi o voto do juiz Regis Castilho.