O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (10) que a Fifa cometeria um “erro terrível” se substituísse seu dirigente, Gianni Infantino, duramente criticado após seu projeto fracassado de abrir a instituição para investidores privados.
“A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino”, escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social, qualificando o ítalo-suíço de “formidável”.
“Acaba de presidir a Copa do Mundo mais bem-sucedida”, acrescentou. “Se ele se for, não será tão exitosa ou rentável novamente!”.
Decididas a afastar Infantino da presidência da Fifa, as confederações da Europa (Uefa), da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Ásia (AFC) tentaram, na segunda-feira, atrair a “família do futebol“, profundamente dividida sobre a resolução da crise, para sua causa.
“A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de conservar —ou exigir— o poder para si próprio”, destacaram em uma carta conjunta.
“Quando a confiança se quebra através de um engano, quando um indivíduo se situa acima do coletivo que lhe confiou a autoridade, esse dever foi abandonado”, acrescentaram as confederações regionais em sua “carta aberta à família do futebol”.
O apoio de Trump a Infantino contrasta com a resposta da federação americana de futebol, que publicou um comunicado criticando o presidente da Fifa.
Infantino, que tentará a reeleição à frente da entidade em março próximo, negou as alegações de má conduta, e a Fifa, por sua vez, apoiou seu presidente, referindo-se à reação negativa contra ele como “um esforço em andamento de alguns para minar” a organização.
Outras organizações de futebol, inclusive a Confederação de Futebol Africana e a Sul-americana (Conmebol), se alinharam a Trump no apoio a Infantino.
Gianni Infantino e Donald Trump não escondem sua cumplicidade desde o retorno do republicano à Casa Branca, em 2025.
Em dezembro do ano passado, Infantino entregou ao presidente americano o Prêmio da Paz da Fifa, criado para a ocasião.
Autor: Folha



















