quinta-feira, julho 23, 2026
15.1 C
Pinhais

Copa do Mundo teve sete alertas de possíveis manipulações – 23/07/2026 – Esporte

Um órgão consultivo internacional emitiu sete alertas relacionados a possíveis manipulações de partidas, decorrentes de irregularidades em apostas identificadas durante a Copa do Mundo de 2026 na América do Norte. As informações são do site The Athletic, braço esportivo do The New York Times.

Os alertas foram emitidos pelo Grupo de Copenhague, rede internacional independente dedicada a detectar, punir e prevenir a manipulação de competições esportivas, como parte de uma operação de monitoramento realizado ao longo das 104 partidas do torneio.

O relatório ainda não foi publicado em sua íntegra. O The Athletic afirma que, segundo pessoas com acesso aos resultados, entre os alertas estão:

  • O cartão vermelho ao jogador sul-africano Themba Zwane, aos 84 minutos do jogo de abertura do torneio, contra o México;
  • O recebimento pela plataforma americana de previsões baseada em criptomoedas Polymarket de US$ 4,8 milhões em apostas de que a Espanha não derrotaria Cabo Verde na fase de grupos —a partida que terminou empatada em 0 a 0—;
  • A demora de três minutos e meio da equipe do árbitro de vídeo (VAR) para anular um gol do espanhol Ferran Torres na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita.

Ainda de acordo com as conclusões do relatório, a Polymarket teria aberto no dia 2 de julho a possibilidade de apostar na participação do atacante americano Folarin Balogun no jogo contra a Bélgica pelas quartas de final. No mesmo dia, o jogador recebeu cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, pelas oitavas.

O Comitê Disciplinar da Fifa só confirmou a participação de Balogun no dia 5 de julho, após a suspensão ser revogada. Segundo as pessoas que tiveram acesso ao relatório, nenhum mercado semelhante foi aberto para os outros 14 jogadores que receberam cartão vermelho durante o torneio —nenhum deles teve a suspensão revogada.

Segundo o grupo, os alertas são disparados quando há “diversos indícios de irregularidades”, que podem incluir “flutuações inexplicáveis nas probabilidades (odds), rumores nas redes sociais ou informações de fontes”.

O grupo classifica os eventos em quatro categorias codificadas por cores: verde (normal), amarelo (alerta levemente elevado), laranja (alerta elevado) e vermelho (alerta máximo) —os sete alertas emitidos são da categoria amarela.

A operação do Grupo de Copenhague foi realizada em coordenação com a Força-Tarefa de Integridade da Fifa. A força-tarefa, por sua vez, divulgou na terça-feira (21) que “nenhuma atividade de aposta suspeita ou indício de manipulação de resultados em qualquer partida” havia sido identificada ao longo de toda a competição.

O Grupo de Copenhague estima que foram realizadas apostas no valor de US$ 240 bilhões (R$ 1,2 trilhão) ao longo da Copa do Mundo, montante aproximadamente duas vezes maior do que o registrado na Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

Procuradas pelo The Athletic, Fifa e Polymarket não se manifestaram.

Autor: Folha

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas