
O Grupo EPR venceu nesta quinta-feira (23) o leilão da rodovia Régis Bittencourt, que liga Curitiba (PR) a São Paulo (SP). No certame na B3, a EPR ofereceu 22,5% de deságio nas tarifas de pedágio, mais do que a Motiva (12,10%) e a atual operadora, a Arteris (0,01%).
O trecho de 383 km da BR-116, que conecta São Paulo e Paraná, é considerado um ativo premium por analistas, muito por conta de suas altas margens operacionais, mas também carrega um histórico recente de instabilidade.
“A Régis ficou 52 dias do ano passado fechada, se somadas as interrupções. Então é nossa campeã de problemas”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro, ao Brazil Journal antes do leilão, avaliando que a mudança de concessionária deve melhorar o desempenho da rodovia.
O novo contrato tem duração de 15 anos, com investimentos estimados em R$ 7,1 bilhões — incluindo a duplicação de 69 km de pista — e custos de operação e manutenção de R$ 4,1 bilhões. A EPR ainda deverá pagar R$ 120 milhões à Arteris pela transição da concessão.
Segundo o BTG, a Régis Bittencourt está entre os ativos mais atrativos licitados pelo governo federal nos últimos dois anos, muito por sua localização estratégica, conectando o agronegócio ao Porto de Paranaguá, e pela margem EBITDA, que ficou acima de 70% nos últimos anos, chegando a 77,5%.
A vitória é a oitava conquistada pela joint venture entre Equipav e Perfin em leilões rodoviários desde 2022, ampliando uma carteira que já soma R$ 50 bilhões em investimentos programados. Para a Motiva, o resultado tem gosto amargo: a Régis poderia consolidar a companhia na liderança nacional em rodovias, disputa hoje travada com a EcoRodovias por poucos quilômetros de diferença.
Autor: Gazeta do Povo








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