Seis clubes brasileiros (Fluminense, Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Mirassol e Cruzeiro) disputam neste meio de semana o primeiro jogo para definir os classificados para as quartas de finais da Libertadores. Cruzeiro e Flamengo, no Mineirão, no único duelo entre dois times do mesmo país, fazem a partida mais esperada.
Os dois treinadores gostam do futebol intenso, de aproximação, compactação e pressão para recuperar a bola no campo do adversário, características do futebol moderno. Os detalhes, as diferenças das duas equipes, dependem do estilo de seus jogadores.
Quando era técnico do Cruzeiro, Leonardo Jardim tinha um atacante rápido, Kaio Jorge, usado muito nos contra-ataques e nas jogadas de velocidade. No Flamengo, com Pedro, um centroavante fixo, há mais jogadas de aproximação e troca de passes.
No meio-campo estão as maiores forças das duas equipes. O Flamengo tem uma dupla no setor (Jorginho e Pulgar) quase lado a lado, Arrascaeta avançado pelo centro e Carrascal ou Paquetá, na função de um armador/ponta pela direita. O técnico pode ainda formar um losango no meio-campo com um trio, Jorginho, Pulgar e Paquetá, e Arrascaeta à frente dos três.
No Cruzeiro, Artur Jorge forma o meio-campo com Romero mais recuado, Gerson um pouco mais avançado e Mateus Pereira livre, movimentando-se pela intermediária. Penso que, sem perder a referência de posicionamento, Gerson e Mateus Pereira deveriam atuar mais próximos, trocando passes e alternando na marcação e na chegada ao ataque. Isso confunde o adversário.
Por melhor que sejam as estratégias, o jogo, provavelmente, será decidido nos detalhes, nos lances inventados e inesperados.
Formação de jogadores
Mesmo considerando o grande desenvolvimento tecnológico que ajuda bastante na formação dos atletas, a descoberta de um possível craque começa na infância, nas brincadeiras, nos sonhos, sem regras e sem professores. Porém, por causa da diminuição dos campos de rua, os colégios e as escolinhas passaram a ser a sustentação para esse desenvolvimento, e é importante que não reprimam a capacidade dos meninos de inventar e improvisar. A excessiva padronização inibe a fantasia.
Tem havido uma inversão no desenvolvimento das crianças que gostam de futebol e que sonham se tornar craques. O aprendizado da técnica, da tática, do jogo coletivo e das regras tem ocorrido antes de a criança se divertir com a bola, sem ter adquirido um adequado desenvolvimento psicomotor.
O Brasil continua formando muitos ótimos jogadores profissionais devido à extensão do país e à tradição, mas tem diminuído a qualidade, de acordo com o futebol moderno.
É preciso formar goleiros que joguem bem com as mãos e com os pés, zagueiros ótimos na marcação e no passe, laterais que marquem e avancem com eficiência, meio-campistas criativos que atuem de uma intermediária à outra, pontas rápidos, hábeis, excelentes nos dribles e nos cruzamentos e finalizações, centroavantes que façam muitos gols e que possuam muita mobilidade e habilidade para participar do jogo coletivo. O futebol mudou.
Não basta treinar. Os treinadores precisam saber ensinar, orientar.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Autor: Folha








.gif)












