quarta-feira, agosto 12, 2026
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Como Rubio influencia a disputa entre EUA e Brasil

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, se tornou uma figura central na escalada de tensão entre o governo de Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio petista destacou a influência de Rubio ao reclamar recentemente que o secretário “faz as coisas diferente daquilo que a gente conversa com Trump”, sinalizando que prefere um canal direto com o presidente americano.

Crítico de Lula e de outros governos de esquerda da América Latina, Rubio tem defendido uma postura mais dura dos EUA na região. O professor de relações internacionais Maurício Fronzaglia, da Universidade Mackenzie, avalia que essa atuação pode ser entendida como uma versão repaginada da Doutrina Monroe, chamada de Doutrina Donroe, que combina pressão política, designações antiterroristas e ferramentas comerciais para ampliar a influência de Washington sobre os governos.

O analista acrescentou que a disputa por influência na América Latina também responde ao avanço econômico da China, que já superou os EUA como principal parceiro comercial de países como Brasil e Argentina.

Nesse sentido, além de adotar sanções próprias, o Departamento de Estado, como órgão responsável pela diplomacia de Washington, exerce influência sobre outras pastas da gestão Trump para traçar medidas contra países “não alinhados” – como a recente tarifa de 25% específica ao Brasil sob a alegação de práticas comerciais injustas, imposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).