
O Comando Central dos EUA (Centcom) bombardeou o Irã pela segunda vez em uma semana nesta terça-feira (1º), em meio à escalada das tensões no Estreito de Ormuz e aos ataques iranianos contra bases americanas.
O comando militar, sediado na Flórida, declarou nas redes sociais que as forças americanas iniciaram ataques contra alvos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irã, sem especificar quais.
“Os ataques seguem recentes tentativas da IRGC de atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz e militares americanos destacados na região”, afirmou a frente militar em um breve comunicado.
Este é o segundo ataque desde que os EUA atingiram a Ilha de Larak entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira (31). Segundo Washington, Teerã se preparava para lançar foguetes carregados com minas marítimas no Estreito de Ormuz a partir de Larak.
O Irã respondeu com ataques a bases americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, no primeiro confronto militar em um mês. O anúncio de um novo ataque americano surge momentos depois do presidente do Parlamento e principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, ter declarado que, caso os EUA intensifiquem o bloqueio marítimo a seus navios e portos, o país persa responderá militarmente.
O Estreito de Ormuz tornou-se a principal ferramenta de pressão do Irã na guerra comercial iniciada em 28 de fevereiro. O Irã praticamente suspendeu todas as exportações de petróleo e exige que os navios que desejam atravessar o estreito obtenham sua permissão. No entanto, nas últimas semanas, os EUA restabeleceram parte do tráfego marítimo pelo estreito, ao longo de uma rota ao sul, perto de Omã.
Em uma mensagem na Truth Social, Trump afirmou que os ataques lançados nesta terça-feira são “de grande escala e poderosos”, e são uma retaliação à tentativa fracassada dos iranianos de adicionar minas marítimas ao Estreito de Ormuz e ao lançamento de oito mísseis iranianos, todos interceptados com sucesso pelas forças militares americanas, segundo ele.
“Se a nação falida do Irã retaliar por este ataque totalmente justificado, será atingida novamente com muito mais força e intensidade, mas este não será o maior ataque de todos, que está à espreita e, quando tudo terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irã!”, acrescentou.
Autor: Gazeta do Povo








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