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O balanço dos primeiros amistosos do Brasil após a Copa – 04/10/2026 – Esporte

A seleção brasileira encerrou no fim de semana sua primeira série de amistosos após o fracasso na última Copa do Mundo, com eliminação nas oitavas de final. O técnico Carlo Ancelotti procurou fazer uma avaliação positiva da experiência, mas a impressão geral passada foi a de que há um longo caminho pela frente na reconstrução da equipe.

Os dois primeiros jogos foram na Austrália. Em Townsville, a atuação foi muito ruim, e o empate por 1 a 1 só foi alcançado no último lance, em cabeceio de Rayan. Houve momentos melhores, mas também claras dificuldades defensivas em Brisbane, com triunfo por 4 a 2. Diante da fragilíssima Índia, em Calcutá, o 4 a 0 foi obtido em ritmo lento, com três falhas evidentes dos goleiros.

“Saímos deste período com a sensação de que os jogadores vão poder fazer melhor. Cada jogador tem as suas características, e, no final, saímos satisfeitos”, disse o técnico Carlo Ancelotti, deixando evidente que sua satisfação é quase tão protocolar quanto a vitória sobre a Índia. “A pressão continua.”

O italiano levou à Oceania e à Ásia nove jogadores que jamais haviam sido convocados para o time nacional. Embora alguns dos novatos tenham deixado boa impressão, caso dos laterais Matheuzinho e Arthur Dias, e tenham se saído bem atletas que ainda buscam maior espaço, caso do atacante Samuel Lino, ninguém terminou a sequência de duelos com grande destaque.

“Os jogadores foram muito bem. Eu acho que o Jair jogou muito bem. O Bontempo no primeiro jogo foi melhor do que no segundo. O Breno [Bidon] entrou mostrando suas qualidades. O Arthur Dias fez muito bem. Os goleiros, também”, declarou o treinador, distribuindo elogios com generosidade.

Soaram forçados especialmente os aplausos aos guarda-metas, que se revezaram como titulares e tiveram problemas. Hugo Souza foi criticado por nem ter saltado no gol da Austrália na primeira partida. Na segunda, Otávio errou nos dois tentos do adversário e só não entregou mais um por falha de Irankuda na finalização. Diante da estéril Índia, Pedro Morisco praticamente não trabalhou.

Entre os velhos conhecidos, alguns tiveram mais dificuldades do que outros. O meio-campista Bruno Guimarães continuou a exibir um futebol de alto nível, sem abatimento pelo erro no pênalti contra a Noruega, que custou muito caro na Copa do Mundo. Já Vinicius Junior, que vem mal no Real Madrid, parece longe da melhor fora, embora tenha tido bons lances no segundo jogo.

Ancelotti notou também falta de ritmo nos atacantes Estêvão e Endrick. O italiano gosta do trabalho executado por esses jovens jogadores, porém eles não têm sido titulares no Chelsea, dirigido por Xabi Alonso, e no Real Madrid, comandado por José Mourinho, no início da temporada do futebol europeu.

“Temos que dar-lhes oportunidade, por que se vê que os jogadores que têm mais dificuldade às vezes são aqueles que não têm minutos nos clubes. Eles encontram uma dificuldade maior para jogar um jogo competitivo. Pode ser o caso do Estêvão, como pode ser o do Endrick”, observou o treinador.

Ele fará suas próximas observações em amistosos marcados para novembro, ambos no Estádio Nacional de Singapura. No dia 14, a seleção vai reencontrar o Japão, após uma dura vitória de virada na fase de 32 do Mundial, com gol de Martinelli nos acréscimos. No dia 17, enfrentará Singapura.

“Este foi um período interessante. Tenho uma ideia muito mais clara para a próxima convocação”, disse o técnico, que promete acompanhar partidas no Brasil e no exterior até a divulgação da lista. “Obviamente, não vamos mudar muito, mas quero ver outros jovens que não estavam prontos para esta data Fifa.”

Autor: Folha

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