terça-feira, julho 21, 2026
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A “Odisseia” de Homero é um presente para nós

“Canta em mim, ó Musa, e por meu intermédio conta a história daquele homem hábil em todas as formas de luta e astúcia, o errante que, durante tantos anos, vagou sem descanso depois de saquear a fortaleza erguida sobre a altiva Troia.” Assim começa a Odisseia, de Homero.

Há muito tempo lancei meu navio em busca do verdadeiro, do bom e do belo. Muitas vezes, porém, parecia estar me chocando contra o rochedo do bom, do mau e do feio, de Clint Eastwood.

Nos últimos anos, tive a oportunidade de reler a Odisseia, de Homero. Também tive o prazer de ouvi-la sendo lida em voz alta, uma experiência talvez semelhante à vivida pelos ouvintes durante vários séculos após a época de Homero. Enriqueci ainda mais esse convívio com o poeta lendo Homeric Moments, de Eva Brann, como obra complementar à Odisseia.

Nessas obras – e também em minha própria vida – percebi que a existência pode ser emocionante, plena e devastadora ao mesmo tempo. Ela pode ser repleta das alegrias do amor, da família e de uma carreira frutífera. Mas, por vezes, essa alegria se transforma em angústia quando enfrentamos desafios como a perda do emprego, o rompimento de uma família ou o peso das dívidas.