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Arcebispo pede a Trump que suspenda deportações para o Haiti após massacre

O arcebispo Paul Coakley, de Oklahoma City, escreveu uma carta ao presidente Donald Trump pedindo que ele suspenda as deportações forçadas de haitianos que vivem nos Estados Unidos. Coakley, que atua como presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), escreveu a carta devido à sua “profunda preocupação pastoral em relação ao crescente número de haitianos sendo repatriados à força para o Haiti a partir dos Estados Unidos”.

O arcebispo detalhou a violência no Haiti, incluindo um ataque fatal que ocorreu na capital do país, Porto Príncipe, em agosto. “Recentemente, pelo menos 47 pessoas foram brutalmente assassinadas, mais de 20 ficaram feridas e mais de 50 foram sequestradas em um ato de violência inaceitável perpetrado por membros de gangues em Porto Príncipe”, disse Coakley.

“Talvez o pior de tudo seja que as vítimas eram famílias deslocadas — crianças pequenas entre elas — abrigadas em uma igreja”, disse Coakley.

Devido aos ataques, e após o fim do status de proteção temporária (TPS, na sigla em inglês) para haitianos que vivem nos Estados Unidos, Coakley pediu a Trump que exerça sua autoridade sob a Constituição para adiar as deportações de haitianos que vivem e trabalham nos Estados Unidos. “Eu gostaria muito que este exemplo recente e trágico de vidas humanas sendo exterminadas, virtualmente com impunidade, fosse uma irregularidade no Haiti. Infelizmente, não é”, disse Coakley.