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As fraquezas humanas de Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus – 03/10/2026 – Tostão

Portugal, sem Cristiano Ronaldo e sob o comando de Jorge Jesus, venceu e jogou bem suas três primeiras partidas na Liga das Nações.

Se o vaidoso e ambicioso Cristiano Ronaldo, que está louco para completar os mil gols e que merece todas as homenagens pela brilhante carreira, tivesse consciência da sua decadência técnica por causa da idade, não teria abandonado a seleção com a justificativa de ter ficado um longo tempo em aquecimento sem entrar no jogo, como tinha prometido Jorge Jesus. Por outro lado, o narcisista e teatral Jorge Jesus encontrou o momento ideal para se exibir como o técnico que barrou Cristiano Ronaldo.

Uma das fraquezas do ser humano é a necessidade de ser aprovado, reconhecido e aplaudido.

A Espanha, campeã do mundo, continua jogando um futebol bonito, prazeroso de se ver e eficiente. É o que sonhamos ver na seleção brasileira. A Espanha une o jogo coletivo e o individual, o domínio da bola, do jogo, a troca curta de passes e as jogadas em velocidade na direção do gol. O domínio da bola já ocorria com a seleção campeã do mundo de 2010 e da Europa de 2008 e 2012.

Porém, de 2012 até anos atrás, a seleção da Espanha teve uma grande queda porque ficava com a bola, mas faltavam as jogadas para fazer o gol. Nos últimos anos, houve um novo encanto da equipe sob o comando do treinador Luis de la Fuente, vindo da base.

O jovem fenomenal Lamine Yamal é o grande craque deste novo tempo com suas jogadas espetaculares pela direita e entrando pelo meio para finalizar. O time de hoje inicia as jogadas sob o comando de Rodri e as termina com a genialidade de Lamine Yamal. O elenco atual tem dois jogadores de alto nível para cada posição, com exceção da falta de um reserva à altura de Yamal.

A maneira de jogar da Espanha não ocorreu por acaso. Há muito tempo, existe uma grande formação de meio-campistas hábeis, criativos e que têm ótimos passes, além de uma valorização da troca de passes desde o goleiro até o gol adversário. Outra qualidade da seleção é a pressão para recuperar rapidamente a bola. Às vezes, não funciona bem e o time deixa muitos espaços na defesa para os contra-ataques dos adversários, razão de algumas derrotas.

Enquanto isso, o Brasil enfrenta a Índia para a CBF ganhar uma fortuna. Carlo Ancelotti disse que a equipe pode jogar com dois ou três no meio-campo, três ou quatro no ataque, dependendo do momento. Tudo bem. O problema da seleção na Copa e no primeiro amistoso contra a Austrália não foi ter apenas dois meio-campistas, mas também a falta de compactação entre os setores.

A Espanha costuma fazer um círculo de uma intermediária à outra com jogadores da defesa, do meio-campo e do ataque. A bola circula de um lado a outro, comandada por Rodri, até surgir o momento de chegar ao gol.

As dificuldades da seleção brasileira são coletivas e individuais. Faltam no meio-campo jogadores de mais talento e acostumados a jogar de uma intermediária à outra. Além disso, será que não existe um meio-campista que possa ser deslocado com sucesso para jogar na lateral, onde, além de marcar, teria condições técnicas e espaços para ser um jogador criativo pelo lado, como tivemos tantos no passado? Experimentar é necessário. Repetir a mediocridade não é tolerado.


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Autor: Folha

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