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Janja ganha protagonismo na campanha de Lula em 2026

A dimensão da participação da primeira-dama Janja da Silva na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser medida pelos números da reta final do primeiro turno. Entre 16 de agosto e 3 de outubro, ela participou de quase 30 comícios pela reeleição do mandatário.

Após uma trajetória marcada pelo alto envolvimento nas decisões estratégicas da campanha, Janja coroou sua participação com a defesa enfática do marido em duas das principais controvérsias da reta final.

Na disputa envolvendo Nossa Senhora Aparecida, alimentada pela fake news de que Flávio Bolsonaro tiraria da santa o título de padroeira do Brasil, Janja entrou no debate religioso: publicou uma imagem de Lula com Nossa Senhora e, dias depois, apareceu no Planalto usando uma medalha da padroeira. O episódio se somou à sua declaração, feita semanas antes, de que Lula era o “verdadeiro ungido de Deus”.

Na sequência, depois da fala do presidente em Belém, no Pará, sobre mulheres aprenderem a “tomar toque desde pequenas”, – que Lula posteriormente explicou como uma referência a exames ginecológicos –  a primeira-dama entrou na disputa com Nikolas Ferreira (PL-MG). Em Salvador, chamou o deputado de “piá de b*sta” e disse que ele precisava “lavar a boca” para falar de Lula. Dois dias depois, em Minas Gerais, repetiu o ataque e o chamou também de “mentiroso”.