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Brasil acumula más recordações do 5º jogo em Copa do Mundo – 02/07/2026 – O Mundo É uma Bola

A seleção brasileira, depois de empatar com Marrocos e ganhar do Haiti e da Escócia na fase de grupos e de eliminar o Japão na etapa de 32, terá pela frente seu segundo jogo eliminatório nesta Copa do Mundo, contra a Noruega, no domingo (5).

Será o quinto jogo do Brasil no Mundial. Desde que a seleção triunfou em 2002, na Coreia/Japão, e colocou a quinta estrela na camisa, o quinto jogo significou o fim em quatro das cinco Copas disputadas.

Em 2006, na Alemanha, a França de Zidane e Henry (1 a 0). Em 2010, na África do Sul, a Holanda de Sneijder e Robben (2 a 1). Em 2018, na Rússia, a Bélgica de De Bruyne e Hazard (2 a 1). Em 2022, no Qatar, a Croácia de Modric (1 a 1 na prorrogação, 4 a 2 nos pênaltis).

Na vez em que passou pelo quinto jogo, jogando em casa, em 2014, ao superar a Colômbia num difícil 2 a 1 no Castelão, em Fortaleza, o Brasil deixou o campo com perdas significativas: Thiago Silva, suspenso por receber um cartão amarelo de forma tola, e Neymar, fora de combate depois de levar uma joelhada nas costas de Zúñiga.

Sem seu camisa 10, então com 22 anos, disparado o melhor jogador da equipe (quatro gols e uma assistência), e sem seu capitão (a braçadeira passou para o colega de zaga David Luiz), deu no que deu.

Jogaram no Mineirão, em Belo Horizonte, Dante, ao lado de David Luiz, e Bernard , aquele que tinha “alegria nas pernas”, segundo o técnico Felipão Scolari.

Diante da Alemanha “vestida de Flamengo”, o estreante Dante e o resto da seleção tiveram de tudo, menos alegria, na derrota acachapante, miserável, vergonhosa, por 7 a 1. David Luiz chorou copiosamente

O quinto jogo, ah, o quinto jogo. O Brasil sempre chega a ele desde 1994 –de boas recordações, pois jogando nos EUA, como tem jogado neste Mundial, faturou o tetra.

Porém, mesmo quando o quinto jogo foi superado, em 1994, em 1998 (Brasil vice) e em 2002 (Brasil penta!), a dificuldade e o sofrimento, seguidos do alívio, foram enormes nele.

Em 1994, um 3 a 2 na Holanda, que empatou depois de um déficit de 2 a 0 em Dallas. Branco, em um tirambaço de falta em que Romário fez um contorcionismo para se desviar da bola, classificou o Brasil.

Em 1998, outro 3 a 2, dessa vez na Dinamarca, em Nantes (França). A seleção saiu atrás, empatou, virou, tomou outro e só ganhou porque Rivaldo, em chute certeiro de fora da área, no cantinho, venceu o ótimo goleiro Peter Schmeichel.

Em 2002, contra a Inglaterra, novamente o Brasil começou perdendo, em Fukuroi, no Japão. Lúcio falhou feio, Michael Owen marcou. Rivaldo, em contra-ataque puxado por Ronaldinho Gaúcho, empatou no último minuto do primeiro tempo. O mesmo Ronaldinho, naquele famoso gol de falta, encobrindo o goleiro Seaman, deu sobrevida ao time de Felipão naquela Copa.

Esse quinto jogo, contudo, não deixou de dar uma baixa aos brasileiros: Ronaldinho Gaúcho foi expulso.

O quinto jogo, ah, o quinto jogo. México, 1986: eliminação para a França de Platini, nos pênaltis, em Guadalajara. Espanha, 1982: eliminação para a Itália de Paolo Rossi, 3 a 2, na Tragédia do Sarriá (Barcelona).

Perceba: exceção feita a 2014, sempre diante de europeus o quinto jogo. Parelho, árduo, agonizante, fosse ganhando, fosse perdendo.

Noruega. Europeia. Preciso escrever mais?

Autor: Folha

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