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Casemiro chega à Copa do Mundo com prestígio em alta – 29/05/2026 – Esporte

Durante a longeva passagem de Tite à frente da seleção brasileira, entre 2016 e 2022, o volante Casemiro foi um dos pilares do meio de campo da equipe.

Conhecido pela firmeza e eficiência nos desarmes, o jogador revelado na base do São Paulo se estabeleceu no período como uma das peças fundamentais de um dos meios de campo mais dominantes do futebol mundial no Real Madrid, ao lado do alemão Toni Kroos e do croata Luka Modrić.

No vitorioso período em Madri, boa parte dele sob o comando de Carlo Ancelotti, Casemiro empilhou cinco taças da Champions League e três do Campeonato Espanhol, além de outras três do Mundial de Clubes da Fifa (Federação Internacional de Futebol) e das Supercopas da Espanha e da Uefa.

Um dos nomes mais experientes do grupo, o jogador natural de São José dos Campos (SP) seguiu como referência do meio de campo da seleção durante a curta passagem do interino Ramon Menezes, e também sob Fernando Diniz, quando chegou a assumir a braçadeira de capitão.

No entanto, não foi chamado nenhuma vez após Dorival Júnior assumir o cargo, entre janeiro de 2024 e março de 2025, quando chegou-se a falar em fim de ciclo de Casemiro com a amarelinha.

Nos 16 jogos em que comandou a equipe, Dorival testou uma série de novos nomes para o meio de campo brasileiro, como João Gomes, André, Éderson, Douglas Luiz e Joelinton, sem que nenhum deles tenha conseguido se estabelecer entre os titulares da seleção.

“Com relação ao Casemiro, merece todo o respeito, de todos nós. Tive uma conversa com ele em Manchester há uns três meses. Expus o que pensava sobre o momento dele, da sua equipe, e daquilo que eu precisava, necessitava. Não quer dizer, por não estar vindo neste instante, que está ou estará descartado, em sentido nenhum”, afirmou o treinador após deixar o volante de fora da convocação para a Copa América de 2024.

O período longe da seleção também coincidiu com uma fase abaixo das expectativas no Manchester United.

Após fazer uma boa temporada de estreia pelo clube, onde chegou em agosto de 2022, o brasileiro caiu de produção em seu segundo ano na Inglaterra.

Além dos problemas da equipe, com um esquema tático desenhado pelo técnico holandês Erik Ten Hag que deixava o volante muito exposto na proteção da zaga, Casemiro sofreu com algumas lesões e passou a ser alvo de uma série de críticas de torcedores e de parte da mídia inglesa, com questionamentos relacionados ao seu condicionamento físico e a decisões tomadas dentro de campo.

“Fui considerado uma das melhores contratações da Premier League na temporada passada e agora não valho mais nada? A crítica é desrespeitosa. Então quando falta respeito é preocupante, e eu também não tenho que respeitar isso”, queixou-se o jogador.

As coisas começaram a mudar de figura para Casemiro com as demissões de Dorival Júnior na seleção brasileira e de Ten Hag no United.

O volante voltou a ser convocado e reassumiu a titularidade logo no primeiro jogo de Carlo Ancelotti, contra o Equador, pelas Eliminatórias. Justificou seu retorno à seleção depois de mais de um ano ausente sendo um dos melhores do time em campo, ganhando a maioria dos duelos aéreos e pelo chão.

Disputou nove das dez partidas da seleção sob o comando do italiano até aqui, se revezando com o zagueiro Marquinhos como capitão da equipe. Ele não participou apenas do confronto contra a Bolívia, pela última rodada das Eliminatórias, por estar suspenso.

Em paralelo, no United, Casemiro também recuperou seu prestígio, em especial após a chegada de Michael Carrick ao comando técnico, com a adoção de um sistema mais compacto que não deixava o volante tão exposto na proteção da defesa.

“Casemiro tem sido fantástico desde que cheguei, dentro e fora de campo. A experiência é valiosa quando usada da maneira certa. Ele tem sido um exemplo para os jovens e para o grupo. Está jogando em altíssimo nível e é um prazer trabalhar com ele”, derreteu-se o ex-meia e atual técnico dos Red Devils.

Primeiro atleta do grupo a se apresentar para o período de treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis, o volante brasileiro chega à Copa do Mundo novamente com o prestígio em alta, como um dos nomes considerados intocáveis da seleção de Ancelotti no meio de campo, ao lado de Bruno Guimarães, ao mesmo tempo em que negocia o contrato com seu próximo clube —há negociações em andamento com o Inter Miami, de Lionel Messi.

Autor: Folha

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