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Copa: Vini lidera Brasil e realiza sonho de unir torcida – 24/06/2026 – Esporte

Foi a este repórter que Vinicius Junior reverenciou Neymar e confidenciou que esperava fazer todos os brasileiros torcerem por ele. A fala de 2020 seria repetida pelo jogador em outras entrevistas desde então, mas ganha novo significado com as atuações nesta Copa do Mundo.

O camisa 7 chegou a quatro gols em três partidas e se consolidou como o principal nome da seleção brasileira, classificada ao mata-mata na liderança do Grupo C após vencer a Escócia por 3 a 0, em Miami, nesta quarta-feira (24).

“Não foi só contra mim. Alguns torcedores brasileiros têm problemas com o sucesso das pessoas em outras áreas da vida. Eles chegam a não gostar do Neymar, por exemplo. Fiquei muito feliz quando vi que muitos brasileiros queriam que ele e o PSG vencessem a Liga dos Campeões. Não gosto de pensar nesses momentos ruins da minha carreira, mas com certeza espero poder fazer todos os brasileiros torcerem por mim um dia”, afirmou ele, relembrando episódios de racismo e de apelidos que recebia no começo da carreira.

Aos 25 anos, Vinicius vive sua melhor Copa do Mundo. O atacante já havia marcado no empate por 1 a 1 com Marrocos e participado da goleada por 3 a 0 sobre o Haiti com um gol e duas assistências para Matheus Cunha.

Chegou a quatro gols em três partidas e está empatado com Kylian Mbappé e Erling Haaland, atrás somente de Lionel Messi na disputa pela artilharia deste Mundial.

O desempenho também o colocou ao lado de Jairzinho, Romário, Rivaldo e Ronaldo, únicos brasileiros a marcar nos três primeiros jogos de uma Copa do Mundo. Todos terminaram aquelas edições como campeões mundiais.

A campanha contrasta com a imagem que o acompanhou durante boa parte da trajetória na seleção.

Enquanto se consolidava como um dos principais jogadores do Real Madrid, Vinicius frequentemente era cobrado por não repetir com a camisa do Brasil as atuações que tinha pelo clube espanhol.

Na Copa do Qatar, em 2022, marcou apenas uma vez e foi substituído por Tite na partida contra a Croácia, que veria o Brasil eliminado nos pênaltis. Nas Eliminatórias e na Copa América seguintes, alternou bons momentos e críticas.

A chegada de Carlo Ancelotti à seleção acelerou essa mudança. Técnico responsável por comandar a melhor fase da carreira de Vinicius no Real Madrid, o italiano montou o sistema ofensivo do Brasil ao redor do atacante.

O contexto da Copa também ampliou essa responsabilidade. Estêvão ficou fora do Mundial por lesão. Neymar perdeu os dois primeiros jogos por um problema na panturrilha, após quase três anos sem atuar pela seleção. Raphinha, titular nas duas primeiras rodadas, sofreu uma lesão muscular contra o Haiti e ainda não tem data de retorno.

INFÂNCIA EM SÃO GONÇALO

Vinicius ainda lembra o menino que estava fazendo embaixadinhas antes mesmo de dizer ‘oi’. Sorria bastante, especialmente lembrando da infância em São Gonçalo (RJ), na qual jogava apostando refrigerante e empinava pipa na rua.

Disse que quebrava luzes e móveis porque brincava com a bola dentro de casa nos dias de chuva. Contou até que tinha três pontos na parte de trás da cabeça porque caiu aos 4 anos de idade enquanto jogava.

Na época da entrevista, em 2020, Vinicius tinha apenas um jogo pela seleção brasileira e esperava ser convocado para a Copa do Qatar.

“Quero jogar a próxima Copa do Mundo, que espero que a gente vença. Mas há muitos bons jogadores que podem ser convocados, então estou focado em melhorar meus números, ganhar mais experiência em campo e, claro, preciso estar preparado para fazer o melhor mês da minha vida, se isso acontecer.”

Até aqui, a Copa de 2026 tem sido exatamente isso.

Autor: Folha

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