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Dívidas atingem 82% das famílias, e baixa renda sofre com alta da inadimplência

O endividamento das famílias brasileiras permaneceu no recorde de 82% em agosto de 2026, enquanto a inadimplência avançou para 29,9%, com a maior pressão concentrada entre os consumidores de menor renda, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (10).

O levantamento apontou que, entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o percentual com contas em atraso subiu de 38,5% para 38,8%, enquanto 85,1% declararam ter dívidas. O grupo de menor renda também registrou alta de 0,5 ponto percentual na parcela de consumidores sem condições de quitar as dívidas, que chegou a 18,3%.

“Estamos chegando ao último trimestre do mesmo jeito que começamos o ano, com recorde de endividamento e crescimento da inadimplência”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

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