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EUA acusam brasileiro de se passar por cidadão americano para votar na eleição de 2024

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (30) o indiciamento do brasileiro Aparecido Donizetti Padovan, de 62 anos, acusado de se declarar falsamente cidadão americano e votar ilegalmente em Minnesota na eleição geral de novembro de 2024. Padovan, que possui residência permanente legal nos EUA, faz parte de um grupo de dez estrangeiros denunciados após uma investigação federal sobre fraude eleitoral no estado.

Segundo a acusação, o brasileiro declarou falsamente possuir cidadania americana para poder votar e depositou uma cédula de voto em 5 de novembro de 2024, quando os Estados Unidos realizaram a eleição presidencial e disputas para outros cargos federais, estaduais e locais. A legislação federal americana proíbe estrangeiros de votar em eleições federais, inclusive aqueles que possuem residência permanente legal no país, como Padovan. Para votar nessas disputas, é necessário ser cidadão dos Estados Unidos.

Padovan foi indiciado por duas acusações: declaração falsa de cidadania com a finalidade de votar e voto de estrangeiro. Ele compareceu pela primeira vez à Justiça nesta terça-feira (29), perante a juíza federal Elsa Bullard, do Tribunal Distrital de Minnesota, para os procedimentos iniciais do processo. A primeira acusação pode resultar em até cinco anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada e multa de até US$ 250 mil. A acusação de voto ilegal por estrangeiro prevê pena máxima de um ano de prisão e multa de até US$ 100 mil.

O indiciamento foi decidido por um grande júri federal em 24 de setembro, mas os casos só foram anunciados publicamente pelo governo nesta quarta-feira. As investigações ficaram a cargo da Homeland Security Investigations (HSI), braço investigativo do Departamento de Segurança Interna dos EUA.