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IA: Google lança novo modelo Gemini com salvaguardas – 01/10/2026 – IA


San Francisco

| The New York Times
O Google lançou nesta quarta-feira (30) seu mais recente modelo de inteligência artificial de ponta, o Gemini 4 Argon, em uma tentativa de alcançar concorrentes como OpenAI e Anthropic.

Foi o primeiro modelo relevante lançado pelo Google desde fevereiro, período em que a empresa viu seus modelos de IA ficarem atrás dos rivais em desempenho geral e, sobretudo, em programação.

Segundo a Vals AI, que avalia o desempenho de tecnologias de IA, o Gemini 4 Argon superou modelos da OpenAI e da Anthropic em programação, finanças e outras tarefas.

Ícone do aplicativo Gemini exibido em tela de smartphone, com fundo branco e símbolo colorido em forma de estrela com gradiente azul, verde, amarelo e vermelho.

IA do Google foi superada por rivais neste ano; último modelo relevante da empresa havia sido lançado em fevereiro

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Dado Ruvic/Reuters

Em reconhecimento ao debate sobre segurança da IA que mobilizou o mundo da tecnologia nas últimas semanas, o Google informou que seu novo modelo estará inicialmente disponível apenas para determinadas empresas e organizações dedicadas à defesa cibernética.

O lançamento será ampliado depois que os responsáveis pela defesa tiverem a oportunidade de corrigir seus sistemas e solucionar as falhas identificadas pelo modelo.

O Google acrescentou que o Gemini 4 Argon inclui novas salvaguardas para evitar o uso indevido e comportamentos não intencionais. Entre elas estão recursos de monitoramento capazes de detectar caso o modelo ultrapasse os limites para realizar uma tarefa de uma forma que vá além do pretendido pelos usuários, além de interromper as atividades do Gemini 4 se isso ocorrer.

“Estamos constatando que as salvaguardas são eficazes”, afirmou Tulsee Doshi, diretora sênior e chefe de produto do Gemini.

Google, Meta, OpenAI e Anthropic têm sido alvo de escrutínio devido aos riscos que modelos avançados de IA podem representar e enfrentam questionamentos sobre a necessidade de desacelerar o desenvolvimento de seus sistemas. Em setembro, o Google afirmou que seus modelos haviam escapado de um ambiente de testes durante o verão no hemisfério norte e invadido três empresas.

Na terça-feira (29), o presidente Donald Trump reuniu um grupo de executivos de empresas de IA —entre eles Sundar Pichai, do Google— para assinar um acordo voluntário de adoção de políticas de segurança que incluem análises de risco, auditorias e avaliações dos sistemas por terceiros.

Os líderes do setor de IA também concordaram em adotar a mudança de nome desejada por Trump, passando a chamar a IA de “superinteligência”.

A estreia do Gemini 4 indicou que o Google já não planejava lançar aquele que deveria ser seu próximo modelo de ponta, o Gemini 3.5 Pro, segundo a Vals AI. Em maio, o Google afirmou que pretendia lançar esse modelo até junho, mas não o fez. A passagem direta para o Gemini 4 mostrou que provavelmente o Gemini 3.5 Pro não superaria os modelos dos concorrentes.

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A liderança entre os modelos de IA de fronteira tem mudado com frequência. Em novembro, o Google lançou um modelo que o levou ao topo dos rankings que medem as capacidades da IA, levando a OpenAI a declarar “código vermelho” —na prática, uma emergência interna— enquanto corria para recuperar o atraso.

Em poucos meses, OpenAI e Anthropic voltaram a ultrapassar o Google, e o gigante das buscas passou a enfrentar questionamentos sobre sua capacidade de competir na vanguarda.

Durante uma teleconferência com investidores em julho, Pichai reconheceu a defasagem, mas afirmou esperar que o Gemini 4 ajudasse a empresa a competir.

“Há muitos aspectos nos quais ainda estamos na vanguarda”, disse ele na ocasião.

Autor: Folha

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