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Inadimplência bancária dispara em julho e bate recorde mesmo com Desenrola

A inadimplência bancária no Brasil subiu de 4,6% para 4,9% em julho e atingiu o maior nível desde o início da série histórica revisada pelo Banco Central, em março de 2011. Dados da autoridade monetária divulgados nesta sexta-feira (28) apontam que o avanço ocorreu mesmo após o lançamento do Desenrola 2.0, programa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinado à renegociação de dívidas.

O indicador do Banco Central considera operações de crédito com atraso superior a 90 dias e inclui pessoas físicas e empresas. Entre os consumidores, a taxa passou de 5,4% para 5,8%, também o maior percentual da série histórica, enquanto nas empresas avançou de 3,2% para 3,3%, o maior nível desde outubro de 2017.

A nova etapa do Desenrola começou em maio e, segundo o Ministério da Fazenda, já havia alcançado mais de R$ 22 bilhões em renegociações até o fim de junho. Ao todo, foram cerca de 3,6 milhões de renegociações, com a dívida envolvida caindo de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões.

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