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OMS diz não haver sinal de surto maior de hantavírus – 12/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira (12) não haver indícios do início de um surto maior de hantavírus, mas não descartou novos casos.

“A situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, disse em entrevista a jornalistas em Madri, ao lado do premiê espanhol Pedro Sánchez.

Tedros pediu que os países sigam as diretrizes da OMS, que recomendam quarentena de 42 dias e monitoramento constante de contatos de alto risco a partir de 10 de maio —prazo que se estende até 21 de junho. “Os vírus não conhecem fronteiras”, disse.

Os EUA divergiram da recomendação. Jay Bhattacharya, diretor interino do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano), disse que passageiros do Hondius não serão necessariamente colocados em quarentena. Tedros reconheceu que os países têm “soberania” e que a OMS não pode obrigá-los a adotar seus protocolos.

Segundo a Reuters, há nove casos confirmados da cepa Andes do hantavírus e dois suspeitos —um de pessoa que morreu antes de ser testada e outro em Tristão da Cunha, ilha remota no Atlântico Sul sem testes disponíveis. Três passageiros morreram desde o início do surto no navio de cruzeiro MV Hondius: um casal holandês e um cidadão alemão.

Entre os confirmados estão um espanhol, um americano e uma francesa. O espanhol, um dos 14 cidadãos do país em quarentena num hospital militar em Madri, tem febre e sintomas respiratórios leves, mas está estável, segundo o Ministério da Saúde espanhol disse à AFP. O francês segue em UTI estável; o americano, numa unidade de biocontenção em Nebraska.

A operação de repatriação de mais de 120 passageiros e tripulantes de cerca de 20 países terminou na noite de segunda-feira (11) em Tenerife. O Hondius partiu com tripulação reduzida e deve chegar aos Países Baixos até 17 de maio, segundo a Oceanwide Expeditions. Dois aviões com 28 pessoas pousaram em Eindhoven pouco após a meia-noite; oito são holandeses.

O hospital Radboudumc, em Nijmegen, colocou 12 funcionários em quarentena preventiva de seis semanas após amostras de sangue e urina de um paciente serem manuseadas sem observar os protocolos mais rígidos. O risco de infecção é baixo, disse o hospital.

O vírus costuma ser transmitido por roedores silvestres, mas a cepa Andes pode ser passada de pessoa a pessoa em casos raros de contato próximo. Não há vacinas nem tratamentos específicos. A França pediu nesta terça “coordenação mais estreita” dos protocolos na União Europeia.

Autor: Folha

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