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Ninguém está imune às rugas, elas fazem parte de um processo natural de envelhecimento da pele, mas… há formas de se prevenir.
Antes, vamos entender o que são as rugas. Elas podem ser divididas em alguns tipos:
Rugas dinâmicas ou de expressão
Aparecem apenas quando realizamos algum movimento ou contração muscular facial. Daí, quando a musculatura relaxa, a pele volta ao seu estado de repouso e essas linhas desaparecem.
Exemplo: as rugas ao redor dos olhos (os famosos “pés de galinha” ao sorrir) e as linhas na testa (como a “ruga da bravura”), explica Alessandra Romiti, médica dermatologista e assessora do Departamento de Cosmiatria da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).
Rugas estáticas ou fixas
Elas permanecem visíveis mesmo com o rosto relaxado e sem nenhuma movimentação muscular.
Levam esse nome de estática porque surgem devido à contração repetida dos músculos ao longo dos anos, associada à perda progressiva de colágeno e de fibras elásticas. Assim, a ruga dinâmica torna-se definitiva.
Sulcos faciais
Marcas de expressão como o “bigode chinês” também são popularmente chamadas de rugas e se tornam mais evidentes com o envelhecimento, diz Romiti.
É verdade que…
…estresse causa mesmo rugas? Sim. Além de induzir contrações involuntárias constantes dos músculos da face (como a “ruga da bravura” entre as sobrancelhas).
O estresse prejudica a qualidade do sono e desvitaliza a pele, que perde viço e hidratação, afirma a dermatologista Samara Kouzak, membro da SBD.
…as rugas aparecem após os 25 anos? Sim. A tendência de perda de colágeno começa por volta dessa idade, diz Romiti.
A médica recomenda manter uma rotina de limpeza da pele, proteção solar e hidratação. “Se for um adolescente com tendência à pele oleosa, por exemplo, ele pode começar uma rotina de cuidados antes dessa idade média de 20 e poucos anos”, explica.
Depois dos 25 anos e, principalmente, a partir dos 30 ou 35, podem ser iniciados tratamentos mais específicos para prevenir a perda de colágeno.
Pausa para explicação: O colágeno é uma proteína que dá resistência e elasticidade à pele. Com o envelhecimento, sua produção diminui, favorecendo o surgimento de rugas e flacidez.
E como prevenir? A resposta é bem simples porque envolve cuidados básicos com a pele:
- Proteja-se do Sol: a exposição solar é uma das principais causas do envelhecimento da pele. Por isso, o uso diário de protetor solar é essencial.
- Mantenha hábitos saudáveis: má alimentação, privação de sono e tabagismo prejudicam a qualidade do colágeno e a recuperação da barreira de proteção da pele, favorecendo o aparecimento de rugas.
- Tenha uma rotina de skincare: segundo Romiti, ela não precisa ser elaborada nem ter vários produtos. Uma rotina minimalista de cuidados já pode ajudar.
Falando em skincare… Uma rotina básica envolve limpeza, hidratação e proteção solar diária.
Como saber qual é o melhor para mim?
“O uso de um hidratante, de um antioxidante, como vitamina C ou vitamina E, por exemplo, pode trazer benefícios. Mas talvez você não obtenha o melhor resultado possível. O tratamento pode ser potencializado caso seja orientado por um profissional que conheça as necessidades da sua pele”, diz Romiti.
Para isso, fica a dica: os cuidados podem ser personalizados por um dermatologista, já que o mesmo produto não funciona para todas as pessoas nem para todas as fases da vida.
Mais sobre prevenção:
- A toxina botulínica é considerada o tratamento preventivo mais indicado para as rugas de expressão (dinâmicas).
O ideal é iniciar as aplicações seriadas, uma ou duas vezes ao ano, antes que as linhas de movimento se transformem em vincos estáticos, indica Romiti.
As rugas já apareceram? Quando as marcas estão estabelecidas na pele, o skincare pode não ser suficiente. Nesses casos, as dermatologistas também indicam a toxina botulínica.
Falando nisso… Já tratamos por aqui sobre botox preventivo. (Leia mais)
Outros procedimentos e tecnologias são recomendados, como lasers, ultrassom microfocado e radiofrequência, ou bioestimuladores de colágeno injetáveis, indica Kouzak.
O que você precisa saber
Notícias sobre saúde e bem-estar
Por que devemos fazer xixi depois do sexo? O hábito reduz a chance de infecção urinária, ou cistite. O atrito durante a relação sexual facilita a migração de bactérias para a uretra, explicam médicos. O risco é maior entre as mulheres, que têm a uretra mais curta.
Usar enxaguante bucal ocasionalmente é perigoso? Não. Usá-lo uma vez por semana ou por mês não prejudica a saúde bucal ou geral. Mas escovação, fio dental e limpeza profissional devem ser a base do cuidado.
Autor: Folha








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