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Quem é a favorita na Copa, segundo FGV e Opta? – 13/07/2026 – Esporte

À espera dos jogos da semifinal da Copa do Mundo de 2026, FGV (Fundação Getulio Vargas) e Opta Analyst divergem por completo sobre os favoritos ao título neste ano.

A Opta Analysts aponta 33,5% de probabilidade de a França conquistar o tricampeonato neste ano. As outras duas seleções com mais chances de levantar o caneco em 2026 também são da Europa: Espanha, com 23,8%, e Inglaterra, com 22,6%.

Já para os matemáticos da Emap-FGV (Escola de Matemática Aplicada da FGV), os favoritos ao título são os espanhóis. As probabilidades para a decisão, considerando apenas as quatro seleções remanescentes, ainda não foram atualizadas, mas é possível simular os confrontos no site da instituição.

O favoritismo fica com a Fúria Roja sobre os argentinos em uma eventual final. A ferramenta dá 45,7% à Espanha, ante 25,4% para a equipe conduzida por Lionel Messi, Lautaro Martínez e Julian Álvarez.

A Emap-FGV ainda avalia que os espanhóis tenham 39,4% de chances de vencer o duelo da semifinal diante dos Bleus, enquanto a seleção fancesa tem 30,4% de probabilidade de bater a Espanha.

No outro duelo válido pela semifinal, os especialistas da Emap-FGV dão à Argentina 39,4% de chances de vitória, contra 32,2% dos ingleses.

Segundo a instituição brasileira, a Inglaterra é a zebra dos quatro países e tem a menor probabilidade de vitória considerando os confrontos possíveis na decisão do Mundial: 22,6% diante da Espanha e 26,5% se jogar contra a França.

Já para a Opta Analyst, especializada em dados esportivos, a Argentina é a menos provável, entre os quatro países, de comemorar o tetracampeonato em solo norte-americano, com 19,9%.

De acordo com a ferramenta de predições britânica, o duelo dos franceses no MetLife Stadium deve ser diante da equipe de Harry Kane, Jude Bellingham e Jordan Pickford, que bateram o México por 3 a 2 nas oitavas de final e a Noruega por 2 a 1 nas quartas.

A Opta calcula as probabilidades a partir de computadores que simulam milhares de vezes uma mesma partida. Gols, assistências e demais dados dos jogos são atualizados e se somam ao histórico de confrontos diretos entre seleções.

O peso de cada equipe também é considerado. Processadas as informações, os computadores identificam padrões e com que frequência eles tendem a se repetir. Assim, a máquina chega ao valor numérico percentual para cada duelo.

O cálculo da FGV é feito a partir dos dados das seleções publicados pela Fifa no ranking oficial, o histórico de jogos da Copa e as partidas entre as seleções desde 1872.

PREVISÕES EM COPAS PASSADAS

Antes da inteligência artificial se popularizar, as Copas do Mundo contavam com modelos matemáticos para calcular as probabilidades e estabelecer quais seleções eram as favoritas ao título.

O economista alemão Joachim Klement desenvolveu um método que o levou a acertar os últimos três vencedores das edições de 2014, 2018 e 2022: Alemanha, França e Argentina, respectivamente.

No entanto, Klement errou bastante nesta edição, apontando que a Holanda —eliminada na fase de 32 pelo Marrocos— seria a campeã jogando a final contra Portugal, eliminado nas oitavas pela Espanha. O alemão ainda “previu” uma derrota brasileira para o Japão, na fase de 32, que tampouco aconteceu.

Já o entretenimento, do outro lado, proporcionou “videntes” como o Polvo Paul. O animal acertou as vitórias da Alemanha no Mundial da África do Sul, além da conquista espanhola sobre a Holanda, na grande final de 2010. Paul morreu em outubro daquele ano no aquário alemão onde era mantido.

França e Espanha entram em campo na próxima terça-feira (14), em Dallas. Os franceses buscam a terceira final consecutiva, a quarta da história (1998, 2006, 2018 e 2022).

Se passarem pelos Bleus, os espanhóis jogarão pela segunda vez a decisão de uma Copa —a primeira foi em 2010, quando saíram campeões sobre a Holanda.

No dia seguinte, quarta-feira (15), é a vez de Inglaterra e Argentina se enfrentarem para definir quem passa para a final do Mundial.

Os ingleses tentam chegar à segunda decisão da história —a única foi em 1966, quando levantaram a taça. Já a Argentina, com seis finais disputadas, luta pelo tetracampeonato.

Autor: Folha

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