A Copa do Mundo de 2026 entra na sua última semana com muitas imagens já marcadas na história. Muita inspiração para diretores de cinema. E se um diretor de cinema resolvesse retratar o maior Mundial já realizado?
Drama é o que o torneio mais nos oferece. O longa mostraria os jogos da Argentina com Cabo Verde, Egito e Suíça e contusões graves como a do meia Ismaël Koné, do Canadá, que quebrou a perna na partida contra o Qatar.
Também narraria a despedida dos Mundiais de craques como Modric e Cristiano Ronaldo. Um prato cheio para ser conduzido por Martin Scorsese, em preto e branco, como em “Touro Indomável”.
Também não faltariam heróis para completar suas jornadas. Messi e Mbappé, perdendo pênaltis e depois resolvendo jogos para suas seleções, são exemplos. Uma boa pedida para George Lucas, da saga “Star Wars”.
A Copa renderia belos filmes de amor, seja entre jogadores e torcida ou com a bola. Ingleses apaixonados tomariam a tela cantando “Wonderwall”, hino não oficial do time inglês no torneio.
Argentinos, que seguem sua seleção em todos os cantos, sofreriam e empurrariam a Albiceleste em uma mistura de romance e drama.
E o que falar da paixão fulminante do mundo por Cabo Verde, provavelmente a maior surpresa desta Copa? Será que o amor continua? Seria uma boa sequência para o depois do ‘viveram felizes para sempre’.
Se fosse um thriller político, o filme da Copa mostraria os bastidores da decisão da Fifa que anulou o cartão vermelho do atacante Balogun, dos EUA. Em uma cena no estilo Brian De Palma, com a tela dividida em duas, Donald Trump e Gianni Infantino conversariam, por telefone, sobre a liberação do jogador para o duelo contra a Bélgica.
O episódio também renderia um ótimo filme de vingança nas mãos de Quentin Tarantino, estrelado por Lukaku e companhia: a seleção belga massacraria os Estados Unidos por 4 a 1. Escrevo na segunda-feira (13), antes da semifinal entre Argentina x Inglaterra, outro jogo com potencial para uma trama de revanche.
Afinal, essa semifinal, na terça-feira (14), é a chance de os ingleses se vingarem do gol com “la mano de Dios” de Maradona, em 1986.
Peter Jackson, da saga “O Senhor dos Anéis”, ficaria responsável pelo filme de fantasia da Copa. Neste, vikings chegariam em seus barcos aos EUA, México e Canadá, países-sede da competição, e tomariam suas cidades.
Como muita gente diz que Messi é um alien, ele seria a estrela do longa de ficção científica da Copa. Na trama, dirigida por Steven Spielberg (claro!), o craque argentino revelaria à Terra que foi enviado por outro planeta para mostrar como se joga futebol.
E como para nós, brasileiros, só restou o saudosismo, que tal uma trama, dirigida por Jorge Furtado (“Saneamento Básico”), em que um cientista maluco constrói uma máquina do tempo para os torcedores visitarem 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002? Só assim para sermos campeões de novo.
Ou uma comédia dos Trapalhões ou uma chanchada da Atlântida em que Paquetá leva uma bolada de Casemiro no jogo contra o Japão e Neymar discute com o goleiro norueguês Nyland quando restam poucos minutos para a eliminação brasileira?
E o filme de suspense? Ficaria por conta do mestre Alfred Hitchcock, que revelaria o novo campeão mundial. Esse já tem data para estrear: dia 19 de julho.
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Autor: Folha








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