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TikTok diz ter impacto de mais de R$ 18 bilhões no PIB do Brasil

Um relatório encomendado pelo TikTok, divulgado na terça-feira (19), estima que as vendas atribuídas a anúncios na plataforma tenham produzido impacto anual de R$ 18,6 bilhões a R$ 37,3 bilhões no PIB do Brasil. O estudo também afirma que a atividade ligada aos anúncios no TikTok está associada à sustentação de 223 mil a 447 mil empregos no país.

A estimativa não se refere ao faturamento do TikTok nem à atividade total das empresas que anunciam no aplicativo. O cálculo parte dos investimentos feitos em publicidade na plataforma, estima as vendas geradas por essas campanhas e projeta como essa demanda se espalha pela economia.

O estudo foi elaborado pela LCA Consultoria Econômica com base em dados do TikTok e em bases públicas. O relatório faz a ressalva de que os números representam resultados brutos, ou seja, ele não mede se parte das vendas atribuídas ao TikTok teria ocorrido de qualquer forma por outros canais caso a plataforma não existisse.

Com o evento sobre o relatório, que ocorreu em Brasília e teve a presença de autoridades como Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o TikTok tenta reforçar sua imagem no Brasil como ferramenta de vendas para pequenos negócios, e não só como rede social de vídeos curtos. A tese central do relatório é que a plataforma ajuda pequenos e médios empreendedores a alcançar seus consumidores sem depender de grandes campanhas publicitárias ou estruturas caras de comércio eletrônico.

Eric Brasil, da LCA, afirma que as plataformas digitais devem ser consideradas infraestrutura econômica relevante para o país. “O potencial que essas plataformas têm de conciliar crescimento econômico com redução de desigualdade de renda, poucas políticas públicas conseguem ter. Qualquer política digital no Brasil e de empreendedorismo digital tem que pensar que o acesso à internet é via celular, principalmente se o objetivo for redução de desigualdade, porque é lá que os pequenos e médios empreendedores estão concentrados. Essas plataformas, ao conseguirem conciliar crescimento com redução de desigualdade, são uma ferramenta de mobilidade social muito poderosa. Têm que ser tratadas como uma rodovia, como uma infraestrutura básica de um porto, de um aeroporto”, diz.

Um dos dados destacados pelo relatório é que 68% dos empreendedores pesquisados dizem operar no TikTok com estratégias exclusivamente orgânicas, sem anúncios pagos. A mesma pesquisa aponta que 52% afirmam que a plataforma os ajuda a alcançar novos mercados, enquanto 51% relatam crescimento na base de seguidores por meio de conteúdo orgânico.

“A descoberta mostra o TikTok como um motor da economia do Brasil, onde a criatividade e a descoberta se traduzem em crescimento real”, comenta Monica Guise, diretora de Políticas Públicas do TikTok no Brasil.

Um dos exemplos apresentados pelo TikTok é o da Vinicius Moto Peças, empresa familiar do município de Catolé do Rocha, na Paraíba, que começou a publicar vídeos de restauração de motos em 2020, e transformou o TikTok em sua principal vitrine. Rosimeire Limeira, coproprietária da empresa, garante que o aplicativo mudou a escala do seu negócio.

“Foi um divisor de águas na nossa vida. Depois que começamos a receber clientes de fora, nosso faturamento aumentou. Hoje, 50% do nosso faturamento vem dos clientes do TikTok, porque eles assistem aos vídeos, pegam confiança e mandam suas motos”, diz a microempreendedora.

O relatório associa esse movimento a uma mudança mais ampla no comércio eletrônico brasileiro. Segundo o estudo, a participação das pequenas empresas no comércio eletrônico passou de 4% em 2016 para 30% em 2024. O volume real de vendas online de pequenas e médias empresas teria chegado a R$ 70,3 bilhões em 2024, alta de 22% em relação ao ano anterior.

Autor: Gazeta do Povo

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