
A posse de Abelardo de la Espriella abriu uma nova fase nas relações entre Colômbia e Estados Unidos. O Departamento de Estado americano anunciou a intenção de destinar US$ 1 bilhão em assistência de segurança ao país sul-americano, em uma iniciativa que deve marcar a reaproximação entre Bogotá e Washington depois dos atritos registrados durante o governo de Gustavo Petro.
A administração de Donald Trump informou que trabalhará em coordenação com o Congresso para viabilizar o pacote, apresentado como uma das bases de uma “renovada aliança” entre os dois países. O anúncio coincidiu com a posse de De la Espriella, representante da direita colombiana que chegou ao poder defendendo uma política de linha dura contra o narcotráfico e os grupos armados.
Os Estados Unidos foram representados na cerimônia pelo procurador-geral interino Todd Blanche, à frente da delegação enviada por Washington.
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O eixo principal da nova parceria será a segurança. O plano prevê fortalecer as forças colombianas com tecnologia americana, aumento da capacidade operacional e ações coordenadas com os Estados Unidos contra organizações classificadas como terroristas e redes criminosas transnacionais.
Washington também pretende apoiar uma ofensiva mais ampla contra o narcotráfico. Entre as medidas anunciadas estão a intensificação da erradicação de plantações de coca, o aumento das apreensões de cocaína e ações destinadas a atingir diretamente as fontes de financiamento dos grupos criminosos.
Outro objetivo é auxiliar o governo colombiano na recuperação de áreas em que o Estado perdeu espaço para organizações armadas. O pacote prevê apoio para ampliar a presença das autoridades nesses territórios, proteger crianças e adolescentes do recrutamento forçado e reforçar a vigilância das fronteiras para combater a imigração irregular.
A aproximação, porém, vai além da segurança. O Departamento de Estado pretende ampliar a cooperação com Bogotá em setores considerados estratégicos, como energia, minerais críticos, infraestrutura, tecnologia e energia nuclear para fins civis.
A mudança representa um contraste com o período de Gustavo Petro. O ex-presidente colombiano manteve uma relação marcada por divergências com Trump, especialmente em temas como imigração, combate ao narcotráfico e políticas de segurança. Com De la Espriella, Washington encontra em Bogotá um governo ideologicamente mais próximo e disposto a adotar uma postura mais dura contra organizações armadas e o tráfico de drogas.
A posse do novo presidente também expôs a reorganização política em curso na América Latina. A cerimônia reuniu diversos chefes de Estado ligados à aliança de governos de direita que estreitou relações com a administração Trump, sobretudo em torno de duas prioridades comuns: segurança pública e controle migratório.
Autor: Gazeta do Povo








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