O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cometeu uma gafe ao comentar na madrugada desta segunda-feira (5) as eleições presidenciais no Brasil, nas quais Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram neste domingo (4) para o segundo turno, a ser disputado no próximo dia 25.
“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial da Índia. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, no MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados — com números muito menores — frequentemente levam semanas para serem fraudados… digo, calculados. A votação na América é CORRUPTA!!!”, escreveu Trump na rede Truth Social, elogiando o sistema eletrônico de votação no Brasil e reafirmando sua alegação de fraudes em pleitos americanos.
Foi claramente um erro, visto que não houve eleição nacional na Índia neste domingo. Além disso, o sistema de votação no país asiático é diferente do brasileiro.
O presidente indiano é eleito indiretamente, por meio de um colégio eleitoral composto pelos membros do Parlamento da Índia e das assembleias legislativas dos estados e territórios do país. A última disputa presidencial ocorreu em 2022, com a vitória de Droupadi Murmu.
As últimas eleições gerais da Índia ocorreram em 2024, com sistema parlamentarista e a reeleição do primeiro-ministro Narendra Modi. Mais de 600 milhões de eleitores depositaram seus votos, bem acima do número publicado por Trump.
Poucas horas após a publicação do post, o presidente americano editou a mensagem e colocou o nome do Brasil.
Nos últimos dias, Trump disse que está acompanhando as eleições do Brasil “bem de perto”. O presidente americano não manifestou apoio a nenhum candidato durante a campanha, embora a oposição democrata e o PT argumentem que medidas do governo Trump direcionadas ao Brasil – como as novas tarifas impostas em julho e a designação dos grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas, em junho – são tentativas de interferir no pleito, o que foi negado pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Amanda Roberson.
Autor: Gazeta do Povo









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