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Trump envia chefe da CIA a Cuba e exige mudanças na ilha

O diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Ratcliffe, chegou nesta quinta-feira (14) a Havana, capital de Cuba, para levar uma mensagem direta do presidente Donald Trump ao regime cubano: Washington está disposto a negociar temas econômicos e de segurança, mas apenas se a ilha fizer “mudanças fundamentais”.

A visita foi confirmada pelo próprio regime cubano e ocorre em meio a uma das fases de maior tensão bilateral em décadas. Segundo um funcionário da CIA citado pelo portal Axios, Ratcliffe viajou a Havana para transmitir pessoalmente a posição de Trump sobre negociações com o país.

“Os Estados Unidos estão dispostos a se comprometer seriamente em temas econômicos e de segurança, mas apenas se Cuba realizar mudanças fundamentais”, disse a fonte ao veículo americano.

De acordo com a imprensa internacional, Ratcliffe se reuniu nesta quinta com altos funcionários do regime comunista, incluindo o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e autoridades ligadas aos serviços de inteligência da ilha. A ditadura cubana afirmou, em comunicado, que o encontro teve como objetivo contribuir para o “diálogo político” entre os dois países.

A visita tem peso simbólico. Ratcliffe é o funcionário de mais alto escalão do governo Trump a visitar Cuba desde que a Casa Branca intensificou a pressão contra o regime comunista.

Havana tentou usar a reunião para rebater acusações feitas por Washington. Em nota, o regime cubano afirmou ter apresentado elementos para “demonstrar categoricamente” que a ilha não representa ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e que não haveria motivos legítimos para mantê-la na lista americana de países patrocinadores do terrorismo.

O comunicado cubano também negou que o país abrigue ou permita atividades hostis contra os Estados Unidos ou contra outras nações a partir de seu território. A declaração ocorre em meio a suspeitas americanas sobre eventual presença chinesa em áreas sensíveis da ilha.

Desde janeiro, o governo Trump impôs um bloqueio ao fornecimento de combustível para Cuba, medida que agravou a crise energética no país. Recentemente, o ministro da Energia cubano, Vicente de la O Levy, afirmou que a ilha ficou sem combustível para suas usinas.

A escassez tem provocado apagões prolongados, afetado hospitais, escolas, repartições públicas, distribuição de água e fornecimento de alimentos. Centenas de cubanos foram às ruas de Havana nesta semana, bloquearam vias com lixo em chamas e gritaram palavras de ordem contra os apagões.

Nesta semana, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, renovou uma oferta de US$ 100 milhões em ajuda humanitária para a população cubana. Contudo, segundo o Departamento de Estado, a assistência teria de ser distribuída pela Igreja Católica e por organizações humanitárias independentes, sem passar pelo regime.

Autor: Gazeta do Povo

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