
O líder da Minoria na Câmara, deputado Gustavo Gayer (PL-GO), apresentou nesta terça-feira (11) dois requerimentos de informação para cobrar explicações do governo federal sobre o aumento das recuperações judiciais no agronegócio. Os pedidos foram encaminhados aos ministérios da Agricultura e da Fazenda.
Segundo dados citados pelo deputado, 1.263 produtores rurais entraram em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026, alta de 66% em relação ao mesmo período de 2025. O número chega a cerca de 1.575 empresas quando são consideradas companhias de toda a cadeia do agronegócio.
No requerimento enviado ao Ministério da Agricultura, Gayer questionou quais medidas foram adotadas desde 2025 para reduzir o endividamento de produtores e empresas do setor. Ele também pede informações sobre estudos para renegociação de dívidas, ampliação de linhas de crédito, revisão de prazos de financiamento e fortalecimento do seguro rural.
O deputado quer ainda saber quais culturas e regiões concentram os maiores níveis de vulnerabilidade financeira.
“O aumento expressivo das recuperações judiciais exige acompanhamento atento por parte do Parlamento e esclarecimentos acerca das medidas que vêm sendo adotadas pelo Governo Federal para enfrentar a crescente vulnerabilidade financeira do setor”, justifica o parlamentar.
Gayer questiona juros e crédito rural
Ao Ministério da Fazenda, Gayer pediu informações sobre o impacto da política econômica no endividamento do agronegócio. Entre os pontos levantados estão os efeitos das taxas de juros, dos custos financeiros, do crédito rural e da inflação dos insumos sobre o aumento das recuperações judiciais.
O líder da Minoria também questionou se o governo estuda mudanças nas políticas de crédito rural, renegociação de passivos, securitização de dívidas ou criação de novos instrumentos financeiros para recuperar a capacidade de investimento dos produtores.
Os dois requerimentos fazem parte da estratégia de fiscalização da oposição sobre o governo Lula. Em entrevista à Gazeta do Povo, Gayer afirmou que pretende manter a cobrança sobre o Executivo mesmo durante o período eleitoral. A reportagem entrou em contato com os ministérios citados e aguarda o retorno.
Além dos pedidos de informação aos ministérios, o deputado disse ter acionado o Tribunal de Contas da União (TCU) para acompanhar a situação financeira do agronegócio.
Autor: Gazeta do Povo








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